- A deputada Talíria Petrone recebeu ameaças de morte e estupro por e-mail na última quinta-feira, com divulgação de dados pessoais e endereços da família.
- O episódio foi encaminhado à PF, Polícia Legislativa, MPF, PPDDH e TSE, com protocolos de proteção para a família da parlamentar.
- Talíria afirma que é a terceira vez em poucos meses que recebe ameaças, relacionando o fato ao exercício de poder por mulheres.
- A deputada criticou a falta de respostas a ameaças anteriores e destacou o ódio contra mulheres no poder.
- O caso está ligado ao contexto de ameaças contra Marielle Franco, assassinada em 2018, e à violência contra defensoras de direitos humanos.
A deputada federal Talíria Petrone (Psol-RJ) denunciou novas ameaças de morte e estupro recebidas por e-mail na última quinta-feira (7). Segundo a parlamentar, a mensagem também expôs endereços e dados pessoais dela e de familiares, incluindo os filhos.
Na mensagem, o autor fez referência às crianças e ameaçou a segurança da família da deputada.
“Imagina acordar e ler uma ameaça de alguém matar e estuprar sua filha de 6 anos? Imagina ver endereços que frequenta divulgados pelo criminoso?”, afirmou Talíria.
A parlamentar também criticou a falta de respostas, segundo ela, para episódios anteriores de ameaça.
Já são vários inquéritos abertos e nenhuma resposta. É impressionante o ódio que eles têm da possibilidade das mulheres ocuparem o poder.
Ameaças e exposição de dados
De acordo com Talíria, o conteúdo recebido nesta semana inclui informações pessoais que podem colocar em risco a segurança dela e de seus familiares. A deputada afirmou que o episódio desencadeou protocolos de proteção voltados à preservação da integridade física da família.
O caso foi encaminhado à Polícia Federal (PF) e à Polícia Legislativa. A parlamentar também comunicou o episódio ao Ministério Público Federal (MPF), ao Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos (PPDDH) e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Terceiro episódio em poucos meses
Segundo Talíria, esta é a terceira vez nos últimos meses que ela recebe ameaças contra sua integridade física.
A deputada foi eleita vereadora de Niterói em 2016, mesmo período em que Marielle Franco (Psol-RJ) foi eleita vereadora do Rio de Janeiro. As duas eram amigas e passaram a receber ameaças de morte na mesma época.
Marielle foi assassinada em março de 2018, no Rio de Janeiro.
Protocolos de segurança
Após o novo episódio, Talíria afirmou que foram acionados protocolos de segurança para proteger sua integridade física e a de seus filhos e familiares.
A parlamentar também relacionou as ameaças ao fato de mulheres ocuparem espaços de poder e afirmou que continuará denunciando os episódios às autoridades responsáveis.