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Defesa de Vorcaro propõe a Mendonça delação inédita e conjunta com PF e PGR

Os dois órgãos mantêm rivalidade histórica pelo protagonismo de investigações, disputa que é alvo de debate jurídico ainda em curso no Supremo Tribunal Federal

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master | Foto: Reprodução
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O advogado de Daniel Vorcaro, José Luís de Oliveira Lima, apresentou ao ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, uma proposta de formato conjunto de delação premiada envolvendo a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República.

A ideia foi bem recebida pelo ministro, que sinalizou positivamente à iniciativa. O objetivo é construir um modelo que evite questionamentos jurídicos futuros.

Proposta inédita no Brasil

O formato sugerido é considerado inédito em grandes acordos de delação no país, inclusive em investigações como a Operação Lava Jato. Tradicionalmente, há disputas entre a Polícia Federal e a PGR sobre quem deve liderar as investigações, tema que ainda está em discussão no próprio STF.

Desafios do caso

No chamado caso Master, o cenário é ainda mais complexo devido ao caráter amplo e suprapartidário das relações de Vorcaro. Isso exige um alinhamento delicado entre:

  • A defesa

  • A Polícia Federal

  • A Procuradoria-Geral da República

  • O ministro relator, André Mendonça

Até o momento, esse consenso ainda não foi alcançado.

Obstáculos e articulações

As conexões políticas e institucionais de cada envolvido são vistas como um dos principais entraves neste início de negociação. Apesar disso, interlocutores que acompanharam as conversas avaliam que há espaço para a apresentação de uma delação premiada “séria”, ou seja, que aponte de forma consistente os responsáveis por eventuais irregularidades relacionadas a Daniel Vorcaro.

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