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Defesa de Bolsonaro diz ao STF que ex-presidente não autorizou vídeo de IA

Advogados afirmam que Bolsonaro não teve contato com Flávio Bolsonaro para permitir uso de imagem e voz em material exibido na convenção do PL

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  • Defesa de Bolsonaro afirma que ele não autorizou uso de imagem e voz em vídeo de IA exibido na convenção do PL.
  • Manifestação foi protocolada após solicitação de esclarecimentos pelo ministro Alexandre de Moraes.
  • Advogados destacam restrições do STF que impedem contato entre Bolsonaro e seus filhos durante a execução penal.
  • Defesa afirma que uso da imagem do ex-presidente pelos filhos é parte da atividade política pública e familiar.
  • Petição pede que esclarecimentos sejam considerados no andamento da execução penal de Bolsonaro.
Defesa de Bolsonaro diz ao STF que ex-presidente não autorizou vídeo de IA | Foto: Reprodução
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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (29) que ele não autorizou o uso de sua imagem e voz em um vídeo produzido com inteligência artificial (IA) exibido durante a convenção do Partido Liberal (PL) que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) à Presidência da República. A manifestação foi apresentada ao ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal do ex-presidente.

Segundo os advogados, Bolsonaro "não autorizou a utilização de sua imagem e voz para a produção do vídeo elaborado mediante inteligência artificial referido na decisão". O documento foi protocolado após o ministro solicitar esclarecimentos sobre o material apresentado durante o evento político realizado no último sábado (25).

Convenção do PL exibe vídeo feito por Inteligência Artificial de Bolsonaro — Foto: Reprodução

Defesa cita restrições impostas pelo STF

Na petição, a defesa argumenta que Bolsonaro não teria como autorizar a produção do vídeo porque está submetido a restrições determinadas pelo STF, incluindo a suspensão do direito de visitas por 30 dias. Além disso, segundo os advogados, o senador Flávio Bolsonaro está proibido de visitá-lo pelo período de 90 dias.

A defesa afirma que, diante dessas limitações, não houve contato entre pai e filho para solicitar autorização para o uso da imagem e da voz do ex-presidente no conteúdo criado por inteligência artificial.

Os advogados também afirmaram que, antes das medidas restritivas, os filhos de Bolsonaro já utilizavam sua imagem pública em atividades político-partidárias.

"Ao menos desde o período em que o Peticionário exercia a Presidência da República, seus filhos sempre utilizaram sua imagem pública no âmbito da atividade político-partidária, reproduzindo fotografias, gravações, pronunciamentos, discursos, entrevistas e demais manifestações públicas, prática notória, contínua e jamais objeto de qualquer oposição por parte do titular desse direito", diz trecho da manifestação.

Defesa pede que explicações sejam consideradas

No documento enviado ao STF, a defesa argumenta que a utilização da imagem de Bolsonaro pelos filhos ocorre devido à relação de confiança familiar e ao caráter público da trajetória política do ex-presidente.

Ao final da petição, os advogados pediram que os esclarecimentos apresentados sejam considerados no andamento da execução penal de Bolsonaro.

A manifestação é assinada pelos advogados Celso Sanchez Vilardi, Paulo Amador da Cunha Bueno, Daniel Bettamio Tesser, Saulo Lopes Segall e Gabriel Domingues, além do próprio Flávio Bolsonaro, que também atua como advogado.

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