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Defesa de Bolsonaro desiste de pedido de suspensão de pena no caso da trama golpista

Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF por ter liderado uma tentativa de golpe de Estado e passou a cumprir a pena em novembro. Em março, ele foi transferido para prisão domiciliar.

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  • Defesa de Bolsonaro desiste de pedir suspensão da pena no STF após reavaliação da estratégia.
  • Advogados mantêm revisão criminal para anular condenação de Bolsonaro, que foi julgado pela Primeira Turma.
  • Bolsonaro cumpriria pena em prisão domiciliar desde março de 2026, após condenação em setembro de 2025.
  • Defesa sustenta que caso deveria ser julgado pelo Plenário, não pela Primeira Turma, por ter ocorrido durante o exercício da Presidência.
  • Revisão criminal continua em tramitação no STF, com argumentos sobre competência do tribunal mantidos.
Jair Bolsonaro | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) desistiu nesta quinta-feira (24) do pedido apresentado horas antes ao ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), para suspender a execução da pena de 27 anos e três meses de prisão no processo da tentativa de golpe de Estado.

A desistência se restringe ao pedido de suspensão da pena. Os advogados mantiveram a revisão criminal apresentada ao STF para tentar anular a condenação de Bolsonaro. O processo tem Nunes Marques como relator.

Segundo a defesa, a retirada do pedido ocorreu após uma “reavaliação da estratégia”. Em nova petição, os advogados solicitaram que Nunes Marques homologue a desistência e afirmaram que a revisão criminal deve “prosseguir regularmente”, com a manutenção dos argumentos e pedidos apresentados anteriormente.

Defesa questiona julgamento pela Primeira Turma

Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF, em setembro de 2025, a 27 anos e três meses de prisão. O cumprimento da pena começou em novembro daquele ano. Em março de 2026, o ex-presidente passou a cumprir a pena em prisão domiciliar humanitária.

Horas antes de retirar o pedido, a defesa havia solicitado a suspensão da execução da pena enquanto o Supremo analisa a revisão criminal.

Um dos principais argumentos apresentados pelos advogados é que Bolsonaro não deveria ter sido julgado pela Primeira Turma, mas pelo Plenário do STF. A defesa sustenta que os fatos atribuídos ao ex-presidente teriam ocorrido durante o exercício da Presidência da República e que, por isso, o caso deveria ser analisado pelo colegiado completo.

O próprio STF registra que a revisão criminal apresentada pela defesa busca anular a condenação definitiva de Bolsonaro. O processo foi distribuído a Nunes Marques em maio de 2026.

Argumento permanece na revisão criminal

Mesmo após desistir do pedido de suspensão da execução da pena, a defesa manteve na revisão criminal os argumentos relacionados à competência do tribunal que julgou Bolsonaro. Na petição apresentada anteriormente, os advogados afirmaram que a continuidade da execução poderia causar um dano que não seria integralmente reparado caso a revisão criminal fosse posteriormente acolhida.

A revisão criminal continua em tramitação no STF e, até o momento, a desistência apresentada nesta quinta-feira diz respeito apenas ao pedido cautelar de suspensão da pena, não à ação que questiona a condenação.

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