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De pistolas a fuzil árabe: conheça o arsenal do ex-presidente Jair Bolsonaro

Operação da PF ocorre um dia após os advogados de Bolsonaro comunicarem ao STF o paradeiro das duas armas que ainda não haviam sido localizadas

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  • Ex-presidente Jair Bolsonaro foi alvo de mandado de busca e apreensão em sua residência, autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes.
  • Operação busca verificar a existência de armas, munições e documentos que ainda possam estar sob posse do ex-presidente.
  • Defesa informou que nenhuma arma foi encontrada, mas a PF apreendeu uma espingarda em loja de Caxias do Sul.
  • Aliados de Bolsonaro criticaram a operação como uma tentativa de influenciar o noticiário e humilhar o ex-presidente.
  • Defesa afirma que todas as armas registradas em nome de Bolsonaro já estão sob custódia ou localizadas.
Jair Bolsonaro | Foto: Lula Marques/Agência Brasil
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O ex-presidente Jair Bolsonaro foi alvo, nesta quarta-feira, de um mandado de busca e apreensão em sua residência, em nova diligência da Polícia Federal (PF) autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A operação foi determinada após o ministro identificar divergências nas informações apresentadas pela defesa sobre o paradeiro de armas registradas em nome do ex-presidente. O objetivo era verificar a existência de armas, munições, acessórios e documentos que ainda pudessem estar sob sua posse. Segundo os advogados, nenhum material foi encontrado.

Na decisão, Alexandre de Moraes afirmou que a discrepância entre as informações constantes no processo e os dados posteriormente apresentados pela defesa justificava a realização da busca domiciliar para garantir o cumprimento da determinação de entrega integral das armas de fogo registradas em nome de Bolsonaro.

Imagens meramente ilustrativas de modelos semelhantes 

Defesa informou localização das armas

A operação ocorreu um dia após os advogados de Bolsonaro comunicarem ao STF a localização das duas armas que ainda não haviam sido encontradas pela Polícia Federal. Segundo a defesa, as dez armas registradas em nome do ex-presidente já estão sob custódia de órgãos públicos ou tiveram sua localização informada às autoridades.

O acervo é composto por seis pistolas, duas carabinas e duas espingardas. Entre elas estão um fuzil Springfield Armory e um fuzil Caracal, além de uma pistola, que já haviam sido entregues às autoridades após decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), em 2023. Os armamentos foram presentes recebidos dos Emirados Árabes Unidos durante o mandato presidencial.

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Espingarda foi apreendida no Rio Grande do Sul

Na terça-feira, a defesa informou ao STF que uma das armas, uma espingarda dada de presente a Bolsonaro, permanecia em uma loja de Caxias do Sul (RS), de onde nunca teria sido retirada. Anteriormente, os advogados haviam informado que o armamento estava sob custódia do Exército.

Durante a operação, a Polícia Federal apreendeu a espingarda após o proprietário da loja comunicar que ela estava em sua residência. A outra arma apontada pela defesa está sob responsabilidade da Polícia Civil do Distrito Federal.

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Defesa e aliados criticam operação

Um dos advogados de Bolsonaro, João Henrique de Freitas, afirmou nas redes sociais que considera "lamentável" que um ex-presidente da República seja submetido a esse tipo de diligência.

A operação também repercutiu entre aliados do ex-presidente. O senador Flávio Bolsonaro afirmou que a ação teve como objetivo criar uma "cortina de fumaça" para influenciar o noticiário. Outros aliados classificaram a medida como uma "espetacularização" e uma "tentativa de humilhação e constrangimento".

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, declarou que a decisão representou um "excesso de zelo" por parte do ministro Alexandre de Moraes.

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(Com informações do O Globo)

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