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Coluna do jornalista José Osmando - Brasil em Pauta

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Ricos ficam mais ricos, mas a redução do abandono escolar aparece como esperança

Entre os avanços detectados nesse trabalho, que se afastam dessas constatações cruéis de concentração de renda nas mãos dos 1% mais ricos

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  • Estudo revela que rendimento médio do 1% mais rico é 31,5 vezes maior que o dos pobres.
  • Redução do desemprego e melhoria na segurança alimentar destacam avanços em 2025.
  • Abandono do ensino médio caiu 34% em 2024, com taxa de reprovação recuando 44%.
  • Programa Pé-de-Meia oferece R$ 9.200 por estudante para garantir permanência na escola.
  • Políticas sociais, como Bolsa Família, são vistas como salvadoras da soberania nacional.
Ricos ficam mais ricos, mas a redução do abandono escolar aparece como esperança | Imagem de Freepik

Duas estatísticas divulgadas  nesta quarta-feira são reveladoras das imensas distorções que dominam o Brasil, e o quanto o país precisará caminhar muito, por anos ainda infinitos, para alcançar um mínimo de equililíbrio econômico e social entre seu povo.

A primeira- um estudo produzido  pelo Observatório Brasileiro das Desigualdades, indica que o rendimento médio do 1% mais rico é 31,5 vezes maior do que o dos pobres, a despeito de que 71% dos indicadores analisados na amostra apresentaram mellhora, ante 16% que pioraram e 13% que seguiram estáveis.

A produção desse documento é parte do Pacto Nacional pelo Combate às Desigualdades, numa parceria com entidades notáveis como DIEESE e  Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Pesquisa, que reúnem respeitados pesquisadores e cientistas sociais e econômicos.

Entre os avanços detectados nesse trabalho, que se afastam dessas constatações cruéis de concentração de renda nas mãos dos 1% mais ricos, o estudo captou que a redução do desemprego, o aumento da renda média,  e a diminuição significativa da fome e insegurança alimentar foram fatores decisivos. Os dados dizem respeito ao ano de 2025.

Na contramão dessa melhora, contudo, fica evidente o alongamento da distância entre os mais ricos e os mais pobres da população.

A outra notícia - e essa plenamente positiva, satisfatória e esperançosa nesse árduo caminho para reduzir o fosso das desigualdades-, é que o abandono no ensino médio na educação brasileira caiu 34% no ano passado, e mais: a taxa de reprovação recuou 44% na comparação entre 2023 e 2025. 

É o melhor desempenho do ensino médio desde que essa medição começou a ser feita, em 2007.

São resultados consequentes do acerto das medidas governamentais comandadas pessoalmente pelo Presidente Lula e pelo ex-ministro da Educação, Fernando Haddad, por  terem decido criar e implantar o Programa Pé-de-Meia, um conjunto de ações transformadoras, que garentem ao estudante permanecer na escola, desprezando uma prática histórica danosa de abandono escolar a partir do 2º ano do ensino, criando uma geração fora da escola e fora do trabalho, com sérias consequências para o futuro das famílias.

Recebendo um abono mensal de R$ 200 nos três anos de frequência do curso e sendo ainda beneficiado pela ampliação do programa escola de tempo integral, o aluno passou a ter motivação maior para permanecer até o final do ensino médio.

 O programa Pé-de-Meia paga um total que pode chegar a R$ 9.200 por estudante ao longo do ensino médio. Os valores incluem R$ 200 de matrícula, R$ 1.800 de frequência divididos em parcelas mensais de R$ 200, R$ 1.000 de incentivo-conclusão por ano e um bônus de R$ 200 para quem fizer o Enem.

Isso é uma vitória extraordinária, pois desponta como passo decisivo de afirmação desse imenso público jovem no seu ingresso na universidade, na obtenção de um diploma de nível superior, da conquista de melhor e mais qualificadas posições no mercado de trabalho, e finalmente, na contribuição que eles mesmos podem dar para reduzir diferenças brutais entre os mais ricos, ao criarem suas próprias possibilidades.

Para os que estão acostumados a criticar o Presidente Lula pelos "gastos" que ele faz com dinheiro público - que comprometiram o equilíbrio fiscal do país, conforme pregam os rentistas do mercado financeiro-, fica a evidência de que a visão social nesta e em outras questões, como o Bolsa Família, é que estão salvado o Brasil de uma desgraça maior e, como resultado, da perda progressiva da soberania do país, algo, infelizmente, em que muitas mentes do mal trabalham com insistência.

*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
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