- A China promove culto à ciência com retratos de cientistas em grandes telas em cidades-chave.
- Figuras como Tu Youyou e Deng Jiaxiam são destacadas como símbolos da inovação chinesa.
- A iniciativa busca inspirar jovens a seguir carreiras científicas e valorizar a história da ciência.
- O Brasil é convidado a valorizar seus cientistas e inventores para fortalecer a identidade nacional.
- A estratégia chinesa visa elevar a inovação como prioridade e tornar a ciência um modelo de admiração.
A China tem se apresentado ao mundo como um exemplo de extraordinário vigor econômico, de empreendedorismo, gigantesca capacidade em inovações tecnológicas e inteligência artificial, de transformação dos seus ambientes de negócios, revolucionando sua agricultura tradicional para firmá-la como um modelo de cooperação e produtividade.
Com todo esse cabedal que hoje ostenta, amplia a cada dia suas relações diplomáticas e comerciais com nações de todo o Planeta e vai se transformando na maior e mais atraente economia mundial, com claros sinais de que supera o seu principal concorrente, os Estados Unidos.
Não bastasse esse seu invejável perfil, a China está dando agora uma lição no terreno da cultura e da exaltação dos seus principais cientistas, inventores e heróis. O governo chinês tomou a iniciativa - e está executando a pleno vapor-, o plano de substituir anúncios de marcas de luxo, atores e cantores famosos e outos apelos ao mero consumismo, por retratos gigantes de cientistas e invetores do país, através de enormes painéis de LED e de peças de outdoors espalhados em todos os locais de grande circulação de pessoas, como shoppings, estações ferroviárias, estações de metrô, praças, parques e avenidas de Pequim, Xangai, Shenzhen, e outras cidades importantes de seu território.
Imagens de figuras notáveis como Qian Xuesen, o prioneiro do Programa Espacial Chinês; Deng Jiaxiam, o principal propulsor para o desenvolvimento do Programa Nuclear; Tu Youyou, Nobel de Medicina de 2015, farmacologista que descobriu a artemisinina, um tratamento eficaz contra a malásia, que salvou milhões de vidas; C.N. Yang, Nobel de Física de 1957, por seu trabalho sobre a violação da paridade na física de parcículas; Zhao Shongxian, mestre da Física, pioneiro em supercondutores de alta temperatura na China, detentor de inúmeros prêmios no mundo inteiro.
São dezenas de ilustres chineses, todos cientistas, inventores, descobridores que abriram, com seus achados científicos, os caminhos dos chineses e da humanidade para grandes conquistas e uma vida sempre melhor.
Essa ação magnífica do governo chinês não fica apenas nos nomes mais significativos da contemporaneidade, que são centenas. Eles foram buscar no passado mais remoto outras figuras que ofereceram grande contribuição à afirmação da China como Nação.
Aí vamos encontrar na Astronomia, na Matemática, na Física, na Engenharia, nomes como Zhang Heng ( que viveu entre 78-139 d.C), inventor do primeiro Sismógrafo do mundo, capaz já à éoioca, de detectar a direção de terremotos a grande distância; Shen Kuo (1031-1095), o primeiro a descrever a bússola de agulha e o conceito de norte verdadeiro; Cai Lun (50-121 d.C), tradicionalmente considerado o inventor do papel moderno, com base em restos de árvores, revolucionando o registro da história da humandiade; Hua Tuo (140-208 d.C), o pioneiro no uso da anestesia geral em cirurgias, utilizando uma fórmula de vinho.
O objetivo da China, nessa sua atividade completamente fora da pauta de governanças nacionais pelo mundo afora, é fazer com que crianças e adolescentes de agora conheçam e reconheçam seus pesquisadores e inventores fora dos livros escolares e conhecendo seus exemplos sejam estimulalados a seguir carreira nas Ciências. Tem também uma pretensão de
tornar esses incríveis descobridores em figuras tão atraentes quando os ídolos do entretenimento a que estão habituados a ver expostos nas suas cidades.
A estratégia, além de imprimir reconhecimento público e agradecimento aos seus descobridores de ontem, é criar cada vez no ambiente chinês um entusiasmo crescente sobre tecnologias, contribuindo para elevar a China à liderança no setor global da inovação.
O Governo do Brasil bem que poderia adotar iniciativa inovadora nesse caminho. Se quisermos fazer com que crianças e adolescentes brasileiros conheçam e reconheçam seus valores humanos extraordinários, nomes não faltarão para esse desafios.
De Alberto Santos Dumont, que criou o avião (14-Bis) e popularizou o relógio de pulso moderno; a Padre Roberto Landell de Moura , pioneiro na transmissão da voz humana sem fio (rádio, 1893/1900); Vital Brasil , que criou o soro antiofídico; Manuel de Abreu, inventor da Abreugrafia; Bartolomeu Gusmão, que projetou o Balão de Ar Quente; Nélio José Nicolai,que inventou o Bina, identificador de chamadas telefônicas; passando por Francisco Canhos, que desenvolveu e popularizou a resistência do chuveio elétrico, teremos algumas dezenas de figuras magníficas para exibir aos jovens menores e jovens, ajudando-os a construírem sua própria identidade, a fortalecerem os seus interesses, despertando o orgulho, o respeito e a autoconfiança.
Penso que, nesse terreno, o Brasil tem e pode muito, e que está na hora de melhorar o nosso ambiente de convivência nacional com algo que realmente seja motivo de honra, confiança, alegria e esperança .