- Homens são 66% decididos em votos para presidente, contra 50% das mulheres.
- Mulheres tendem a decidir mais perto da eleição, com 11% optando pelo dia da votação.
- Eleitores independentes têm 43% de indecisão, com 29% decidindo na última semana.
- Candidatos fora da polarização são mais vulneráveis a decisões de última hora.
- Indecisos podem anular votos ou ausentar-se, alerta análise eleitoral.
Os eleitores masculinos figuram como os mais decididos em seus votos para Presidente da República, conforme revela pesquisa feita pelo instituto Genial Quaest nesse final de semana.
Conforme esse levantamento, os homens estão 66% decididos em seus votos, enquanto as mulheres não passam de 50%. Entre os 34% que restam decidir no universo masculino, 17% dizem que decidirão semanas antes das eleições e apenas 8% declararam que deixarão para decidir na semana do pleito.
As mulheres, por sua vez, parecem refletir, ponderar mais demoradamente nessa questão relativa à escolha pela Presidência da República. Dos 50% dos votos ainda a serem decididos, 24% dizem que decidirão semanas antes e ainda 12% demonstram que só vão decidir na última semana da eleição. E mais: 11% confessam que só decidirão mesmo no dia da eleição, percentual também superior ao dos homens, que é de 8%.
Esses dados, que representam apenas tendências do eleitorado- e não um achado lotérico capaz de cravar o que de fato acontece em cada pleito-, devem servir de guia para que os candidatos à Presidência da República, desde Lula, que busca o seu 4º mandato, a Renan Santos, que aparece como plena novidade no pleito, prestem atenção no que as mulheres, sobretudo, estão pensando e querendo.
É necessário entender o por que de mulheres ficarem tão reflexivas para decidir seu voto, faltanto pouco mais de 45 dias para o pleito de 4 de Outubro. Que percepção de realidade elas estão tendo, e por que apresentam o grau mais apurado de análise acerca dos postulantes, que os eleitores homens?
Independentemente de sexo, há uma faixa de eleitores em que a decisão de última hora é mais relevante. É entre aqueles votantes que se dizem independentes da polarização entre esquerda e direita, por exemplo. Entre eles, 29% dizem que só vão decidir na última semana e 14% apenas no dia da eleição. Esses formam nada menos do que 43% que chegam indecisos praticamente até o depósito do voto na urna eletrônica.
Conforme as análises sobre a pesquisa, nesse universo de votantes de última hora, são os candidatos mais vulneráveis, portanto sujeitos a não serem os escolhidos, aqueles que estando fora da faixa de polarização, que raramente entrarão nas escolhas de último minuto.
Nos cenários eleitorais fora da Presidência da República, os níveis de indecisão são ainda mais avantajados. Para o Senado, quando o eleitor terá dois nomes a escolher neste pleito, os que dizem que só tomarão decisão na últma semana do pleito são 32%, e outros 14% afirmam que só decidem no dia da eleição. A soma disso chega a 46%, percentuais preocupantes para quem está concorrendo e espera ganhar uma vaga no Senado.
Um aspecto que os analistas chamam a atenção é que pouco adianta movimentação de candidatos em busca dos votos indecisos feita apenas de última hora. Os estudos indicam que eleitores mergulhados em indecisão desse nível, com alienação do voto até a boca de urna, terminam não escolhendo uma das opções existentes, findando por se ausentar do pleito ou anular sua opção.
Aí é que reside o riscos de eleitores desatentos aos sentimentos dos eleitores. Que se cuidem, enquanto há tempo!