- Lula vence eleição presidencial do Brasil com quarta vitória, marcando avanço contra a extrema-direita global.
- Reeleição de Lula reforça resistência à retomada do nazi-fascismo e à expansão de regimes autoritários na América Latina.
- Representantes de diversos países celebram vitória de Lula, demonstrando preocupação com ameaças à democracia global.
- Segundo turno revela forte mobilização popular, revertendo abstencionismo e ampliando vantagem de Lula sobre Bolsonaro.
- Para novo mandato, Lula precisa manter engajamento popular e buscar ideias de diferentes setores para governar de forma democrática.
A quarta vitória de Luiz Inácio Lula da Silva para a Presidência do Brasil, registrada neste domingo, é um marco extraordinário para as Democracias em todo o mundo, num momento importante e delicado em que ocorre notável avanço da extrema-direita política em todos os continentes e em que que começam a ser verificadas provas da retomada do nazi-facismo em alguns países.
Pelo tamanho e peso do Brasil no mundo, pela força de sua oitava economia planetária, dos seus mais de 215 milhões de habitantes e de seus 158 milhões de eleitores, o que aconteceu neste 25 de outubro tem o poder de dizer ao mundo que a caminhada da extrema direita sofre um duro ataque e uma necessária e irreparável interrupção.
Depois do que acaba de acontecer com a reeleição de Lula- e no contraponto a derrota de lideranças antidemocráticas, responsáveis pela prática de atentados contra a Democracia e pela busca de um golpe de Estado que os perpetuasse no poder, que é a conclusão do que Flávio Bolsonaro conquistou- fica lógica a constatação de que fica agora muito mais difícil avançar-se sobre a América Latina no intuito de transformá-la em quintal de regimes autoritários e dominadores.
As manifestações de dirigentes de várias nações do mundo que chegam ao Brasil para cumprimentar Lula por sua reeleição deste domingo, são sinais evidentes de que a humanidade anda preocupada com o que pode acontecer a suas Democracias.
Por isso, mesmo diante do silêncio reinante até este momento por porte de Donald Trump, dos Estados Unidos, e de Javier Milei, da Argentina, surgem manifestações de diferentes espectros políticos e regionais do mundo, a exemplo dos dirigentes do Chile, Paraguai, Bolívia, México, Uruguai, Panamá, Peru, Equador, França, Espanha, Canadá, Conselho Europeu, União Europeia.
Todos celebram o resultado e demonstram confiança de que os tentáculos do extremismo de direita começam a ser aparados.
O que autoridades estrangeiras demonstram, é o mesmo que os eleitores brasileiros perceberam a partir do fechamento das urnas no Primeiro Turno das eleições presidenciais, quando registrou uma vantagem do candidato do bolsonarismo e da extrema direita, Flávio Bolsonaro.
Esses movimentos passaram a ter uma leitura de compreensão acerca dos perigos que uma vitória desse campo político seria uma ameaça real a uma sociedade plural e democrática, elevando o grau de dificuldade para conquistas sociais e colocando a nação inteira sob um ambiente de intranquilidade e insegurança, até mesmo pelas possibilidades de interferência de governos estrangeiros no cotidiano dos brasileiros.
O levante que os brasileiros foram capazes de produzir na campanha eleitoral deste Segundo Turno, mudando literalmente a visão dos movimentos desenvolvidos na primeira etapa da eleição, foi algo de uma significação elevada, que fez tomar as ruas, os espaços educacionais, os segmentos profissionais e trabalhistas, entrando nas casas das pessoas e fazendo-as, de forma consciente, a convencer-se de que e eleição de Luiz Inácio Lula da Silva seria a única opção razoável para seguirmos construindo a Nação.
Os números que esse Segundo Turno apresenta são inéditos e profundos. O contingente de ausentes nas eleições em 1º turno, os que por alguma razão abstiveram-se de comparecimento, foi revertido de modo significativo nessa segunda chamada e o Presidente Lula viu essa maior presença de eleitores oferecer-se em sua direção, o que, somando-se às conquistas novas que estabeleceu junto aos mais idosos, às mulheres e aos mais jovens, permitiram que ele colocasse mais de 4 milhões de votos de vantagem sobre seu concorrente.
Importante, a partir da posse para o quarto mandato, que acontece em janeiro, é manter esse espírito de presença e de força popular aceso, por algumas razões fundamentais. Primeiro, porque Lula, nesse novo mandato, precisa dialogar mais e dialogar de modo diferente com a sociedade, não apenas na necessidade de ouvir suas queixas, lamentos e anseios, mas para recolher de cada um ideias novas que possam formar um modelo de gestão eficiente e democrático; segundo, porque ter o Palácio de Planalto como laboratório de grandes ideias, parecer ser algo burocrático e anacrônico, porque nos parece que o saber encontra-se espalhado nas universidades, nos ambientes de pesquisa, no interior das empresas, dos grandes ou pequenos negócios, e que isso deve ser buscado como forma de governar.
Por último, mas igualmente importante, porque é preciso manter esses movimentos populares ativos, vigilantes, para que atuem como meio de controle social sobre o próprio Governo, e especialmente sobre os integrantes do Congresso Nacional que, formado por grande massa de direita e extrema direita como ficou provado no 1º turno, e que precisa ter seus passos contidos para evitar que tome medidas contrárias ao interesse público, coletivo, tornando-o impedido de facilitar a aprovação de medidas que atentem contra a Democracia.