- O Presidente Lula convidou Donald Trump a integrar plano contra crime organizado.
- Plano Brasil Contra o Crime Organizado deve ser anunciado esta semana, com foco em combate ao contrabando de armas e drogas.
- Lula busca cooperação internacional para combater crime organizado no Brasil e na América do Sul.
- PEC da Segurança Pública enfrenta dificuldade para avançar no Congresso Nacional, enquanto o crime avança.
Depois de ter conversado com o presidente Donald Trump, na quinta-feira da semana passada em Washington, nos Estados Unidos, e entre os diversos temas tratados, tê-lo convidado a integrar o esforço que está sendo estruturado para o combate ao crime organizado, com foco especial no enfrentamento ao contrabando de armas e drogas no Brasil e na América do Sul, o Presidente Lula deve anunciar nesta semana que se inicia o Plano Brasil Contra o Crime Organizado.
Lula sabe que a participação dos Estados tem grande significado, notadamente no campo da inteligência e da estruturação tecnológica, tornando-se um parceiro relevante na troca de informações e na estruturação de ações conjuntas contra as lideranças das facções criminosas, capazes de atingir os seus interesses financeiros e interceptar com maior vigor as ações constantes de contrabando que eles conseguem operacionalizar entre as duas grandes nações.
Na volta dos Estados Unidos, enquanto aguarda, esperançoso que Trump aceite integrar este plano regional, o Presidente brasileiro anuncia que está buscando ativamente a cooperação internacional como pilar central permanente no combate ao crime organizado no Brasil e na América. Durante o encontro com Trump, Lula fez questão de expressar que querer combater o crime organizado não é uma questão de hegemonia de um país ou de outro, mas uma coisa que tem que ser compartilhada com todos. E disse que "o Brasil tem expertise e uma Políca Federal extraordinária."
E é certamente por querer que esse combate não se dê de forma isolada, mas de modo compartilhado entre todos os países que sofrem as consequências dos crimes que as facções criminosas vêm praticando, que o Plano Brasil Contra o Crime Organizado tem na sua estrutura, montada em Manaus, no coração da Amazônia, uma Base Operacional que desde fevereiro está pronta para atuar dentro da Base Norte do Comando de Operações Táticas, uma estrutura que combina inteligência, tecnnologia de ponta e forte presença da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional e polícias Pan-Amazônia, contingentes de polícias civil e militar dos outros países latinos.
O objetivo é ter uma prática constante de integração entre todos os países que fazem fronteira com o lado brasileiro da Amazônia, sendo daí essencial a presença dos Estados Unidos com suas forças operacionais e de inteligência para um combate unificado aos operadores do crime organizado.
Sabe-se que na conversa da semana passada, Lula detalhou a Trump essa necessidade de aproximação e cooperação com os Estados Unidos para enfrentar grupos transnacionais, com possibildiade de cooperação e troca de inteligência.
Uma realidade deplorável, injustificável por qualquer aspecto, é que enquanto o governo brasileiro monta articulações internacionais, envolvendo os Estados Unidos, os países que integram a região amazônica e outras nações com poder e boa vontade em cooperar nesse plano de Combate ao Crime Organizado, a PEC da Segurança Publica enfrenta dificuldade para avançar no Congresso Nacional.
Desde o mês de março, o texto aguarda despacho do presidente do Senado, David Alcolumbre. O recente cenário político entre Executivo e Senado ampliou as dificuldades para tramitação da matéria, mesmo sabendo-se que, enquanto o crime avança, a questão da segurança pública é percebida pela população brasileira como o seu principal problema.