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Coluna do jornalista José Osmando - Brasil em Pauta

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Investidores estrangeiros preparam fortes aportes em saneamento no Brasil já em 2027

Grandes investidores mundiais estão programados a investir R$ 44,2 bilhões no Brasil em 2027 para saneamento básico, segundo relatório da Consultoria Inter B

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  • Grandes investidores globais planejam investir R$ 44,2 bilhões no Brasil em 2027 para saneamento básico até 2033.
  • Investimentos em saneamento atingiram R$ 33,3 bilhões em 2025, com aumento de 11% em relação a 2024.
  • Meta de universalizar abastecimento de água e saneamento básico está prevista para 31 de dezembro de 2033.
  • Países como China, Espanha, Canadá e França demonstram interesse em participar de projetos de infraestrutura no Brasil.
  • Decretos de Lula facilitaram investimentos estrangeiros em saneamento, removendo barreiras para PPPs.
Investidores estrangeiros preparam aportes em saneamento no Brasil em 2027 | Reprodução
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Notícias vindas do exterior estão dando conta, em nível crescente, que grandes investidores mundiais estão dispostos e programados a fazer elevados investimentos em infraestrutura de saneamento básico no Brasil nos próximos anos, adequando seus negócios ao interesse do governo brasileitro de universalisar o abastacimento d'agua e dotar as moradias de saneamento básico até 2033.

Nesse fim-de-semana passado, um relatório que  levantou as metas de saneamento básico,  realizado pela Consultoria Inter B em parceria com um dos maiores conglomerados do setor financeiro mundial com presença no Brasil, revela que de um montante contratado e anunciado que corresponde a R$ 201,5 bilhões entre 2026 e 2030, nada menos do que R$ R$ 44,2 bilhões ingressarão no país nesse próximo ano de 2027.

Os investimentos em infraestrutura de saneamento no Brasil alcançaram R$ 33,3 bilhões em 2025, de acordo com dados do Radar ASFAMAS( Associação que reúne indústrias de equipamentos e materiais  para hidráulica e saneamento), mas adverte que serão necessários investir algo em torno de R$ 50 bilhões anualmente, até se chegar à meta de universalisar o abastecimento d´agua até 31 de Dezembro de 2033 e permitir que nessa mesma data 90% os brasileiros já possam contar com saneamento básico em suas moradias. O valor de R$ 33,3 bilhões dispendido em 2025 em água e saneamento, corresponde a cerca de 11% de acréscimo em relação a 2024.

A história que espelha os esforços dos governantes brasileiros nessa questão do abastecimento de água tratata para cada pessoa e da montagem de infraestrutura que recolha e trate de modo correto o lixo gerado, remonta ao ano de 1971, com a criação do Planasa, que consistiu na estadualização dos serviços por meio das Companhias Estaduais, e financiamento do Banco Nacional de Habitação(BNH), mas sem um regulatório autônomo.

Em 2007, já com o Presidente Lula no comando do Brasil, no início do seu segundo mandato, com a Lei 11.445/2007, por ele sancionada, foi fixada a Política Federal de Saneamento Básico, exigindo planejamento municipal, controle social e criação de agências reguladoras autônomas para o setor. Desde esse momento houve maior impulso à construção de infraestrutura hidraúlica e de saneamento, mas mesmo assim os avanços não foram de tal modo significativo que puedesse alterar amplamente a realidiade, pois governantes que sucederam Lula no Planalto e dirigentes estaduais e municipais negligenciaram na missão.

Hoje, com todos esforços desenvolvidos, o  Brasil ainda  tem cerca de 16% a 17% da população sem acesso à água potável e quase metade dos brasileiros (cerca de 44% a 45%) sem coleta de esgoto.

O prazo atual de universalização é o ano de 2033. É este o limite legal vigente para cumprir os índices de atendimento de água e esgoto em todo o país. Há discussões legislativas (como o PL 4888/24) que ventilam prazos estendidos, mas a norma atual mantém 2033.  Os alvos estão claramente definidos nesse plano, como indicadores a serem cumpridos: - 99% de cobertura de abastecimento de água potável - 90% de cobertura de coleta e tratamento de esgoto.

 Entre os  países que vêm demonstrando interesse em ampliar investimentos em abastecimento d'agua e infraestrutura de sanemaneto básico no Brasil, despontam a China, onde fundos e grandes corporações estatais e privadas daquele país têm demonstrado interesse crecente em participar ativamente dos blocos de concessão e leilões de infraestrutura que o Governo Federal e alguns ghovernos estaduais têm realizado.

A Espanha, que tem se tornado uma parceira interessante em gestão hídrica na América Latina, também tem comparecido com grupos privados revelando interesse em associar-se aos brasiloeiros.

Canadá já tem fundos de investimentos atuando no Brasil, a exemplo da Brookfield, que controla a BRK e já detém o controle de algumas agências estaduais, e a também a França, que tem financiado projetos e operado iniciativas violtadas para saneamento básico e infraestrutura verde, especialmente em Estados do Nordeste.

Decretos mais recentes do Presidente Lula retiraram barreiras históricas e tornaram mais atraente os investimentos estrangeiros em infraestrutura de água e sanemaneot no Brasil, a exemplo dos empecilhos que eram colocados no caminho de Estados e Municípios para permitir as PPPs (Parcerias Público-Privadas), que impunha um teto dfe 25% e não despertava interesse de ninguém. Isso abriu caminho pafra  grandes corporações privadas e fundos de investimentos aportarem bilhões e bilhões em parcerias diretas com os Estados, sem tirar o controle estatal.

*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
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