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Coluna do jornalista José Osmando - Brasil em Pauta

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Idosos celebram hoje o seu dia, aguardando um programa nacional de apoio aos cuidadores

O Dia Nacional do Idoso é celebrado com expectativa por um programa nacional de apoio aos cuidadores, que busca melhorar a qualidade de vida dos idosos e das famílias

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  • Brasil registra aumento da expectativa de vida, que atinge 77 anos, segundo dados do IBGE.
  • Idosos brasileiros ganham mais autonomia, inclusão social e acesso a atividades econômicas.
  • Avanços na saúde permitem controle de doenças e preservação da capacidade funcional dos idosos.
  • Medidas governamentais garantem direitos e benefícios específicos para a população idosa.
  • Cuidados com idosos exigem reorganização familiar e novas despesas, especialmente para famílias pobres.
Dia Nacional do Idoso | Reprodução
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O aumento da expectativa de vida no Brasil, que hoje já atinge os 77 anos anos, conforme dados levantados pelo IBGE, vem representando uma relevante conquista social, refletindo melhorias na saúde, na medicina, nas condições de vida da população, um fato que o Brasil celebra especialmente neste 1º de outubro, quando é lembrado o Dia Nacional do Idoso. 

Mais do que simplsmente viver mais anos, os idosos brasileiros estão obtendo mais atutonomia, maior inclusão social, maior acesso às atividades econômicas e elevação de renda, sendo inpulsiondos pelo conceito de envelhecimento ativo preconizado pela Organização Mundial de Saúde.

As ciências da saúde têm avançado bastante para chegar junto de modo eficiente nesse aumento da longevidade, permitindo diagnósticos e tratamentos que permitem um maior controle sobre doenças frequentes, como hipertensão e diabetes, com avanços igualmente nos tratamentos ortopédicos. 

A medicina e principalmente os serviços públicos de assistência têm mudado o foco de atendimento aos mais idosos, com  os olhares saindo mais das doenças agudas e voltando-se para a preservação  da capacidade funcional, cognitiva e motora, com estímulos permanentes à adesãio em massa para as atividades físicas direcionadas, como musculação adaptada, ajuda ao combate da sarcopenia, garantindo autonomia crescente nas tarefas diárias às quais os idosos têm se decidado cada vez mais.

Isso vem permitindo que os idosos ampliem seus relacionamentos, contrariamente ao que se registrava no passado, quando ao atingirem idades mais avançadas, a tendência  era o isolamento até mesmo no ambiente familiar.

Ao lado disso, os governantes têm adotado medidas que garantam sempre mais direitos aos idosos, a exemplo do Estatuto da Pessoa Idosa, que assegura prioridades no antendimento à saúde, a processos no campo da justiça e acesso a benefícios disponíveis nas redes públicas e mesmo particulares.

PpOutros aspectos que têm beneficiado os que estão acima de 60 anos são as isenções tributárias, a exemplo de parelas do IPTU e Imposto de Renda, direito de acesso sempre mais presente em eventos culturais e artísticos, permitindo mais lazer e maior interação com outras pessoas.

Também tem sido notado pelas pesquisas feitas no Brasil relativamente aos mais idosos, é que eles tornam-se referência como motores significativos no consumo, impulsionando viagens, eventos e atividades de socialização e uma procura que eles têm empreendido de modo crescente a cursos de extensão, universidades da terceira idade e letramento digital. Atualmente, só no Nordeste do Brasil os idosos acima de 60 anos já são um universo expressivo de 5,2 milhões de pessoas concetadas à Internet, retirando desse mundo eletrônico, das redes sociais, experiências e conhecimento, além de uma prática agradável de entretenimento e relacionamento social.

O Censo de 2022, do IBGE, registrou 32,1 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, equivalentes a 15,8% da população e 56% a mais que em 2010. Embora viver mais seja uma conquista, impõem-se compreender que nossa organização econômica ainda não se adaptou inteiramente a ela, e o debate costuma se concentrar na Previdência e na saúde, deixando em segundo plano uma conta que chega todos os dias às famílias, a do cuidado.

Uma família pode ter planejado a aposentadoria, quitado a casa e organizado suas despesas e, ainda assim, precisar refazer o orçamento quando alguém passa a necessitar de ajuda nas atividades cotidianas. Contratar um cuidador significa assumir uma nova despesa; quando um filho, cônjuge ou outro parente assume essa função, o custo não desaparece, apenas muda de forma. São horas que deixam de ser destinadas ao trabalho, ao estudo ou ao descanso e que, em alguns casos, exigem reduzir a jornada,recusar uma promoção ou deixar o emprego.

Neste particular, é necessário avançar bastante, sobretudo nos planos governamentais, para proteger sobretudo as famílias mais pobres, que não têmcondições financeiras de bancar os custos de cuidadores. É necessário criar-se uma rede nacional de atenção, com integração entre União, Estados e Municípios.

*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
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