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Coluna do jornalista José Osmando - Brasil em Pauta

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Governo Federal refaz modelo de transporte no país com implantação de novas ferrovias

Essa é uma situação presente no Brasil há muito tempo, agravada pelo processo de industrialização do país

Sistema ferroviário | TSLA

O Governo do Presidente Lula vem demonstrando significativo empenho em corrigir uma distorção grave que domina o segmento de transporte no país, em razão da opção feita muito lá atrás que adotou o sistema rodoviário como a melhor escolha. 

Isso afeta de maneira acentuada a economia, sobretudo quanto ao transporte de cargas, pois o deslocamento de mercadorias por caminhões ou o transporte de passageiros tem um custo muito mais elevado do que se fosse feito por ferrovias ou mesmo por meio fluvial. 

Essa é uma situação presente no Brasil há muito tempo, agravada pelo processo de industrialização do país, nos idos de 1950, com Juscelino Kubitschek na Presidência do Brasil, quando se ampliaram os trabalhos de implantação de novas rodovias. Na sequência, com o domínio dos governos militares durante um longo período de 21 anos, viu-se crescer essa escolha adotada.

O Brasil, nesse período, viu agigantar-se essa opção plena pelo transporte através das estradas, com o surgimento de obras monumentais, como a Transamazônica, a BR-230, com cerca de 4 mil quilômetros de extensão, ligando a Paraíba ao Amazonas, cortando toda a Amazônia, obra que até hoje não foi totalmente concluída, e segue como uma das iniciativas mais polêmicas do país.

Além disso o custo de implantação das malhas rodoviários, por asfalto, além do custo elevado, requer uma necessidade de conservação muita mais frequente e a um custo maior do que as ferrovias. Pouco ou quase nada governos anteriores a Lula fizeram para corrigir essa distorção e dar ao Brasil um padrão de transporte mais abrangente e mais barato, que pudesse trazer benefícios sobretudo aos produtores de bens que precisam ver seus produtos circulando nacionalmente.

É com um olhar atento sobre essa realidade que o Presidente Lula vem se empenhando pessoalmente para que o país avance na reconstrução de malhas ferroviárias deterioradas ao longo dos tempos, e na abertura de novas ferrovias ligando pontos estratégicos do país. Uma dessas grandes iniciativas é a renovação antecipada da Ferrovia Transnordestina Logística (FTL), que corta quase todo o Nordeste brasileiro. O contrato vence em 2028, mas a conclusão do processo  está prevista para acontecer neste ano de 2026, com dois anos de antecedência. Também está prevista a renovação da Ferrovia Tereza Cristina, em Santa Catarina, e novos estudos para abertura de outras malhas estão em andamento por ordem do Planalto.

A ideia da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) é combinar novos leilões de ferrovias com a renovação de contratos já existentes, alguns deles com dificuldades de execução, para destravar esse processo de amplição. Os projetos previstos para 2026 devem destravar cerca de R$ 150 bilhões em investimentos para os próximos anos. Entre esses contratos, está a conclusão antecipada do termo relativo à Ferrovia Centro-Atlântica, que é a maior malha ferroviária federal concedida no Brasil, com cerca de 7.200 km de linhas e uma abrangência gigantesca, conectando Minas, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Sergipe, Espírito Santo, Goias e Distrito Federal.

A prorrogação antecipada do contrato da Centro-Atlântica prevê investimentos bilionários em moderninação e integração logística, transformando-se num grandioso modal para o desenvolvimento econômico dessas regiões que corta. Os investimentos previstos estão na casa dos R$ 28 bilhões.

Outra enorme e importantíssima obra ferroviária é a Transnordestina, ligando Elizeu Martins, no Piauí, ao  Porto de Pecém,no Ceará, cortando ainda o sertão de Pernambuco. Os testes operacionais dessa malha já começaram a ser feitos, com sucesso,  ao longo dos 1.206 km de extensão. No Ceará as obras já foram 100% contratadas  e cerca de 676 quilômetros da linha principal estão prontos e outros 280 km estão em fase de conclusão.

*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
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