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Embraer deve produzir mais de 900 novos aviões para América Latina dos próximos anos

A Embraer projeta produzir entre 790 e 930 novos aviões para a América Latina até 2045, reforçando sua liderança no mercado regional

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  • A Embraer reforça sua liderança na América Latina com projeção de 2.770 novos aviões até 2045.
  • A empresa espera conquistar entre 790 e 930 aviões, dobrando sua frota no mercado regional.
  • A Embraer foi ameaçada de venda para a Boeing, mas o contrato foi cancelado em 2020.
  • Parcerias com empresas brasileiras ajudaram a empresa a se reinventar e recuperar sua posição.
  • A Embraer investe em inovações como baterias de lítio e sistemas de pouso automático.
Embraer deve produzir mais de 900 novos aviões para América Latina | Reprodução
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A absoluta posição de liderança que a brasileira Embraer  desfruta na produção de aeronaves comerciais na América Latina, vai continuar sendo bastante reforçada, diante da projeção que acaba de ser feita pela gigante aeroespacial europeia Airbus, de que até o ano 2045 existe a necessidade de se acrescentar às frotas atuais nada menos do que 2.770 novos aviões comerciais em toda a região.

Focada na produção de jatos regionais de até 150 assentos, posicionando sua família nas aeronaves E-Jets E2, como solução ideal para a cobertura de rotas secundárias e a otimização de custos, em razão da economia de produção e de consumo que esses aviões ostentam, a Empresa Brasileira de Aeronáutica tem se dado bem no mercado mundial de aviação.

Na sua disputa pelo mercado latino-americano de aviação, a Embraer concorre diretamente com a Airbus, enfrentando e concorrendo com vantagens com o A220, que mantém na região cerca de 1.400 vendidas, enquanto a empresa brasileira, de acordo com relatórios do seu Market Outlook, acumula cerca de 930 aeronaves.

Nessa projeção de mais 2.770 aeronaves até 2045, a Embraer deve ficar com uma fatia que deverá variar entre 790 e 930  novos aviões. Ou seja, só com o atendimento a essa demanda na América Latina, deverá dobrar o tamanho de sua frota no mercado.

Isso é bastante significativo para essa empresa brasileira fundada em 1969, no intuito original de ser o marco da aviação nacional, e que ao longo desses 57 anos passou por altos e baixos, enfrentando dificuldades e muitas conquistas, mas até sendo alvo de perseguição e de interesses obscuros, como ocorreu logo nos primeiros dias do Governo Bolsonaro, que decidiu vender a Embraer para a empresa norte-americana Boeing, pela bagatela de US$ 4,2 bilhões.

Essa venda da Embraer foi anunciada em 10 de janeiro de 2019, como um dos primeiros atos de Bolsonaro, que havia assumido a Presidência  10 dias antes, parecendo um ato que já havia sido combinado com os norte-americanos mesmo antes da posse, tal a velocidade com que se efetivou. A venda da Embraer só não foi concretizada porque em abril de 2020, sem ainda ter pago o valor  acertado de US$ 4,2 bilhões,a Boeing desistiu do negócio e cancelou o contrato de forma unilateral, o que geraria disputas judiciais e um processo em que a gigante norte-americana teve que pagar míseros US$ 150 milhões à brasileira, em 2024, já sob o Governo Lula.

Livre da infame negociação com a Boeing, a Embraer teve que se reinventar, o que se tornou possível graças à parceria comercial e operacional que firmou com as três grandes empresas de aviação brasileiras, a Latam Airlines, a Azul Linhas Aéreas e o Grupo Abra , que controla a Gol e a Avianca, passando a fornecer dezenas e mais dezenas de jatos comerciais de sua fabricação para as operações dessas companhias nacionais.

Para se ter uma ideia da grandeza que essas atividades da Embraer no seu processo de recriação e de reinvenção significa, somente o faturamento da Embraer em 2025 fechou no recorde histórico de R$ 41,9 bilhões, ou cerca de US$ 7,6 bilhões, quase o dobro de todo o valor que ela receberia se tivesse de fato sido vendida à norte-americana Boeing.

A Embraer tem alcançado um posição invejável na forma como produz suas aeronaves em todo o mundo, avançado em suas linhas de jatos executivos, comerciais e defesa com foco em conectividade, automação, sustentabilidade, segurança e conforto de cabine.

Dentre as inovações tecnológicas, tem acelerado as atualizações com novas baterias de íons de lítio e iluminação e led em suas aeronaves, oferecendo conectividade e interação via satélite órbita, além de aprimoramento de cabine e lavatório a vácuo.

Despertam a atenção no mundo alguns aspectos dos avanços tecnológicos da Embraer, como a tecnologia que permite o avião pousar sozinho, sem a presença física do piloto, em situações de emergência. Nesse particular, o Phenom 300EV recebeu certificação tripla (pela ANAC, brasileira, pela FAA dos Estados Unidos e pela EASA, da Europa), por operar o sistema Garmin Emergency Autoland, que possibilita essa façanha.

*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
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