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Coluna do jornalista José Osmando - Brasil em Pauta

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Embraer, com seu jato mais veloz, revoluciona aviação e detém posto de 3ª maior fabricante mundial

Certificação do Phenom 300EV amplia o alcance internacional do modelo, que combina alta velocidade, autonomia e recursos de segurança

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  • Embraer conquista certificação internacional para Phenom 300EV, jato mais veloz e leve da categoria.
  • Aeronave será entregue a partir de 2028 e pode pousar automaticamente em emergências com sistema Garmin.
  • Empresa brasileira é líder mundial em aviões de até 150 assentos e já entregou mais de 9 mil aeronaves.
  • Embraer faturou R$ 122,33 bilhões em 2023, 2024 e 2025, com crescimento contínuo em 2026.
  • Presidente Lula tem registrado resultados superiores aos da gestão anterior que vendeu a empresa aos EUA.
Jato Phenom 300EV | Foto: Reprodução/Embraer

Uma notícia impactante no meio da fabricação de aeronaves em todo o mundo,  surgiu nesta semana, trazida por  uma empresa brasileira, a Embraer, que conquistou a certificação de voo do seu Phenom 300EV, um jato revolucionário, que atinge 980 km/hora e tem autonomia de alcance de 3.806 km, tornando-se o mais veloz e o mais leve do planeta na sua categoria. A certificação internacional  foi obtida junto a ANAC,( Agência Nacional) FAA (Federal Aviation Administration, EUA), e EASA (European Union Aviation Safety Agency (EASA).

Após essa aprovação, o veículo da empresa brasileira fica liberado  para circular nos diversos continentes e regiões do mundo. 

Embora as primeiras entregas do jato Phenom 300EV só ocorrerão em 2028 (um pouco mais de uma ano para começar a ser operacionalizado nos mais diferentes lugares), a construção dessa aeronave representa um avanço extraordinário na fabricação de aviões, por assegurar, no caso desse jato da Embraer, monumental desempenho não apenas no tocante a velocidade e autonomia, mas por oferecer tecnologias de segurança intuitivas incomparáveis , com uma série de melhorias de desempenho em seu interior, com maior conforto para os passageiros.

Uma das conquistas excepcionais que o novo jato da Embraer traz para a aviação mundial, é a capacidade técnica e de certificação para poder realizar pousos totalmente sozinho, sem a interferência de um piloto, em situações de emergência. Isso vai ser possível dentro de pouco mais de um ano, quando a aeronave estiver formalmente voando, porque o novo jato é dotado de um sistema Garmin Emergency Autoland, que o torna apto a pousar com segurança caso o piloto fique incapacitado.

Além de já haver alcançado o posto de terceira maior fabricante de aeronaves do mundo, a Embraer é a líder mundial na produção de aviões no segmento de até 150 assentos. 

Desde a sua fundação- em agosto de 1969, por inspiração do engenheiro aeronáutico Ozires Silva, como uma empresa estatal, sendo privatizada em dezembro de 1994- a Embraer já entregou mais de 9 mil aeronaves, para mais de 100 países em diferentes regiões do mundo, tornando-se um exemplo extraordinário no segmento de aviação comercial doméstica. 

Ao se tornar uma empresa privada, a Embraer passou a ter capital pulverizado (sem acionista controlador único).

A Embraer entregou um total de  740 aeronaves ao mercado global desde o início de 2023, até o final do primeiro semestre de 2026.

Surpreendem alguns fatores marcantes na vida da Embraer, tendo nascida para ser uma importante empresas estatal, pública, no objetivo de servir aos interesses nacionais, crescendo de tal forma que despertou o interesse da iniciativa privada em adquiri-la, o que foi feito cerca de 25 anos depois.

Desde então, apesar de ter passado por curtos períodos de turbulência, a Embraer firmou como uma grande empresa, inovadora e eficiente, tornando-se assim uma espécie de orgulho nacional, a exemplo da Petrobrás.

 Mas nem esse simbolismo todo e o fato de que no começo dos anos 2020 a empresa passava por fase importante de sua produção e relação com o mundo, foram empecilhos para que o presidente brasileiro da época, Jair Messias Bolsonaro, decidisse, em janeiro de 2019, como um dos primeiros atos da sua recém-assumida administração do país, que a Embraer seria vendida para grupos empresariais dos Estados Unidos.

Assim que tomou posse, a gestão Bolsonaro aprovou os termos de criação  de uma joint venture (nova empresa) em que a Boeing, dos EUA, passaria a ter 80% da divisão de aviação comercial da empresa brasileira, e pagaria, pelo que foi estabelecido, a bagatela de US$ 4,2 bilhões. E vejam só: a Embraer não deixou de ser definitivamente uma empresa norte-americana, porque Bolsonaro tivesse se arrependido da entrega escandalosa que fez de um patrimônio valioso brasileitro, mas porque a própria norte-americana Boeing, em abril de 2020,  desistiu da conclusão do contrato e da compra, dando ré no negócio. 

Hoje, essa empresa nacional que voltou desde 2023 a ser orgulho para os brasileiros e afirmação de ousadia e liderança na aviação mundial, já faturou um total acumulado de aproximadamente R$ 122,33 bilhões em receitas líquidas globais, compreendendo os resultados consolidados de 2023, 2024 e 2025, devendo alcançar resultado bem mais superiores, progressivamente, em 2026.

Em todos os anos deste atual Governo do Presidente Lula, os resultados da Embraer são todos, ano a ano, bastante superiores ao valor desprezível com que o governo anterior entregou a empresa brasileira aos norte-americanos. Em 2023, os R$ 26,1 bilhões corresponderam a cerca de 5,26 bilhões de dólares; em 2024, os R$ 35,4 bilhões, corresponderam a US$ 6,39 bilhões e em 2025, os R$ 41,9 bilhões alcançados pelo faturamento da Embraer representaram  cerca de 7,57 bilhões de dólares.

O caso Embraer é bem um exemplo puro e acabado do que é governar um país da dimensão e importância do Brasil pensando na soberania da Nação e na prosperidade de sua economia, em contraponto aos que querem apenas entregar nossos valores e nossas riquezas para satisfazer desejos inconfessáveis e ao dar o país de bandeja a potências estrangeiras.

*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
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