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Coluna do jornalista José Osmando - Brasil em Pauta

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Em nova parceria com a Índia, Brasil avança para explorar e beneficiar o lítio

Conheça a nova parceria entre Brasil e Índia na exploração do lítio, mineral crucial para veículos elétricos. A Altmin investe US$40 milhões na CBL, expandindo produção em Minas Gerais.

Brasil e Índia: Nova parceria no lítio do Vale do Jequitinhonha | Reprodução

O Brasil, sem fazer muito alarde, vem consolidando parcerias com outros países para a exploração e beneficiamento de terras raras e minerais críticos, com foco especial no aproveitamento do lítio. 

Na busca desses importantes parceiros estrangeiros, o Brasil já conta com a presença de Canadá, China, Estados Unidos e Chile, sobretudo no chamado "vale do lítio", em Minas Gerais.

E, agora, acaba de ampliar a participação da Índia na exploração e beneficiamento desse cobiçado elemento químico brasileiro, com a entrada de uma grande empresa indiana, -apoiada pelo governo do primeiro-ministro Narendra Modi-, que está se associando à mineradora brasileira CBL, a única fora da China capaz de converter rocha dura de lítio em insumo de baterias elétricas.

A empresa indiana, que chega para ampliar seus negócios com Companhia Brasileira de Lítio, é a Altmin, que anunciou a compra de 33% da planta da refinaria brasileira localizada em Divisa Alegre, no Vale do Jequitinhonha, nordeste de Minas Gerais.  A CBL é uma empresa 100% nacional, pioneira na lavra e benefificiamento do lítio, uma das poucas empresas do mundo  dominar a tecnologia integrada de minério concentrado-composto químico.

Na  estratégia  de duplicar sua capacidade de mineração e de beneficiamento até o ano 2030, a CBL decidiu abrir seu capital para entrada desse importante parceiro indiano, consolidando sua liderança no mercado.

Com aporte inicial de US$ 40 milhões (cerca de RS$ 220 milhões), o investimento prevê a expansão da capacidade produtiva da refinaria de 2 mil para 6 mil toneladas anuais de hidróxido e carbonato de lítio, materiais essenciais para baterias de veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energias limpas. 

Nessa tarefa de explorar o lítio, beneficiando-o em seu território e com isso agregando valor a essa produção, o Brasil já conta com a presença da canadense Sigma Lithium, uma das principais exploradoras na região de Araçuaí (MG), sendo a pioneira na produção de lítio verde em escala comercial.

 Outra empresa canadense, a Lithium Ionic, também atua na propspecção nessa região mineira.

Com a China, o Brasil firmou parceria com a gigante de carros elétricos BYD, que adquiriu direitos de exploração de lítio brasileiro e está avançando para integrar a cadeia produtiva local. 

Já com os Estados Unidos, mineradoras americanas, a exemplo da Atlas Lithium, também fazem prospecção e desenvolvem projetos. O Chile, por sua vez, possui acordos de cooperação técnica com o Brasil, para o desenvolvimento da cadeia industrial do lítio, no interesse de compartilhar tecnologia e buscar eficiência industrial.

O interesse pelo lítio é imenso em todo o mundo, virando verdadeira cobiça entre os países desenvolvidos, com um olhar sempre atento ao Brasil, que possui significativas reservas desse elemento. 

O lítio é referido como o "ouro branco" da trasição energética e um dos insumos mais críticos para a indústria do futuro, constituindo pilar fundamental da eletrificação e do armazenamento de energia.

É impensável referir-se a baterias de carrros elétricos e turbinas de geração e amarzenameno de energia sem termos o lítiio no ponto central da história. Sua importância se deve à capacidade elevada , incomparável, de armazenar grandes quantidades de energia em baterias recarregáveis leves e de enorme duração.

É de fato um elemento incomparável e, por isso, tornar-se cada vez mais imprescindível. 

A América do Sul possui grandes concentrações de reservas de líto, com destaque para a Bolívia. O Brasil possui reservas estimadas em 730 mil toneladas, concentradas principalmente no Vale do Jequitinhonha (MG), em municípios como Araçuaí e Itinga.

*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
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