- Eleições norte-americanas revelam derrota de Trump e vitória democrata na maioria dos estados.
- Democratas conquistam 54 cadeiras no Senado e 233 na Câmara, indicando virada política.
- Imigrantes brasileiros elegeram sete representantes em câmaras legislativas, principalmente no Massachusetts.
- Prisões de imigrantes aumentaram 5.450 em 2026, refletindo política de Trump contra migrantes.
- Vitória de imigrantes é sinal de resistência contra políticas de Trump e possíveis mudanças na política norte-americana.
As recentes eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, que levaram o atual Presidente Donald Trump a um sufoco que ele jamais imaginaria sofrer, perdendo maioria no Senado e na Câmara de Deputados, e os adversários democratas elegendo a maioria de parlamentares em praticamente todos os Estados, além igualmente da vitória de governadores adversários, é um bom sinal de que, ao menos politicamente, as coisas estão se transformando naquele país.
Além dos números revelarem até o momento que os democratas e aliados, ou seja, os adversários de Donald Trump conquistaram 54 cadeiras no Senado contra 44 do grupo do tual Presidente, e na Câmara os democratas tenham já abocanhado 233 cadeiras, contra 139 conseguidas pelos republicanos, num quadro em que faltam 63 nomes para fechar a totalidade da Casa, isso demonstra que pode estar começando um momento de virada na politica norte-americana.
Num olhar sobre quem foi eleito nessas eleições americanas, pode-se observar alguns aspectos interessantes, como a vitória na Flórida de Byron Donalds, que se tornou o primeiro governador negro do Estado, ao derrotar o poderoso aliado de Trump, David Jully. Na Geórgia, Keisha Lance Bottoms fez história, elegendo-se como primeira mulher negra a governar um Estado norte-americano, ou ainda a vitória de Deb Haaland, que se tornou a primeira mulher indígena para governar o Novo Mèxico, ou a conquista de Gina Hinojosa que derrotou o famoso republicano Greg Abbott, tornando-se a primeira governadora do Texas, a histórica terra dos homens armados.
Mas o que me chama bastante atenção nesses resultados eleitorais nos Estados Unidos é o avanço de imigrantes de várias partes do mundo, especialmente de latinos, que conseguiram se eleger para Câmaras Legislativas em diversos Estados daquele país.
No caso do Brasil, as conquistas foram muitas e bastante promissoras de que esse estágio de reconhecimentro deverá contimuar para as próximas eleições.
Nada menos do que sete imigrantes brasileiros conquistaram cadeiras em Câmaras Legislativas, a maioria sendo eleita pelo Estado de Massachusetts, exatamente o território que concentra a maior população egressa do Brasil. Todos foram eleitos pelo partido Democrata, o que indica dizer que lutaram bastante contra as políticas imigratórias de Donald Trum nesse seu atual mandato. Só nesse Estado americano conquistaram mandatos três mulheres e um homem: Priscila Sousa, Rita Mendes, Lorena Betts e Danilo Sena. Pela Flórida, elegeu-se, em sua primeira disputa, Felipe Sousa-Lazaballet, 40 anos,filho de mãe solo cearense, nascido em Duque de Caxias. Além desses, mais Farley Santos, eleito em Connecticut e Elaine Marzola, eleita por Nevada. Foram quatro mulheres e três homens brasileiros com conquistas expressivas para o Legislativo.
A vitória de imigrantes tem um significado especial no contexto das eleições norte-americanas em que Donald Trum sofre uma derrota avassaladora.
Sabe-se, por estatísticas reveladas pelo próprio governo dos EUA, que o país que atraiu interesse externo ao longo da história , com o estímulo amplamente divulgado do “sonho americano", levando milhares e milhares de pessoas de todas as partes do planeta.
Conforme dados recentes, aproximadamente 51,9 milhões de pessoas (cerca de14 a15% da população total do país), compõem a formatação da população geral.
E essas pessoas têm passado por teríveis dificuldades, principalmente pela política de perseguição adotada nos últimos tempos pelo Presidente Donald Trump. Em junho de 2026, bem próximo, portanto, dessa eleição que derrotou Trump, o governo americano prendeu um número recorde de imigrantes, com 43.138 seres humanos em apenas um mês. O mês em que tinha ocorrido mais prisões havia sido dezembnro de 2025, com 42.110 pessoas.
Este ano, o número de pessoas detidas aumentou 5.450 desde o início de abril, havendo hoje a expressiva soma de 65.765 pessoas sob custódia do temido ICE, praticamente a mesma quantidade do que havia sido revelado em janeiro de 2026, cujo número era de 70.770 detidos.
Esse cenário pavoroso que atinge os imigrantes, levando-se à prisão e à deportação, agravou-se de modo espantoso com a política econômica e as práticas de relações internacionais adotadas por Donald Trum, inclusive com a instalação e manutenção de guerras, como a do Irã e da Palestina, a aplicação descabida de tarifa is a outros países, fazendo o custo de vida ficar intolerável dos Estados Unidos, atingindo os preços de alimentos, o emprego, a renda e a moradia.
Todas essas bandeiras de desgraças que se abatem sobre os norte-americanos e atinge de modo mortal os imigrantes, foram levantadas com notável coragem durante a campaha eleitoral que elegeu tantos imigrantes e possibilitou o início da derrocada de Trump. E podem , finalmente, ser indicativos de que boas transformações podem estar chegando à saudosa "pátria dos sonhos".