A despeito de guerras, dos efeitos da elevação do petróleo no mercado mundial, dos entraves às relações comerciais, que de deterioram com tarifaços e outros agravantes trazidos por Donald Trump, a indústria brasileira da construção civil segue ativa, em evolução satisfatória, gerando emprego e produzindo mais.
Os últimos indicadores revelados pelo Novo Caged, divulgado pelo Ministério do Trabalho, mostram que o setor da construção manteve em fevereiro o ritmo de geração de empregos e voltou à marca expressiva de mais de 3 milhões de trabalhadores com cartreira assinada em todo o país.
Essa quantidade de pessoas empregadas formalmente no Brasil na construção civil está muito próxima das máximas históricas alcançadas recentemente, mais precisamente entre junho e julho do ano passado. Em fevereiro, foram abertos 31,1 mil novos postos de trabalho, bem próximo dos dos 34 mil alcançados em meados de 2025.
Avaliadores da Fundação Getúlio Vargas observam que nestes segundo e terceiro trimestres de 2026, por ser um ano ano eleitoral, a tendência é de que ocorram gandes investimentos públicos e privados em obras estruturantes, muito por influência das eleições que se darão em todo o país em outubro. Isso pode significar um avanço de crescimento, voltando aos números máximos registrados a partir de 2023.
Os números revelam que nos dois primeiros meses deste ano, enquanto houve uma ligeira queda na geração de novos empregos na economia em geral, o setor da construção civil continuou em alta, obtendo um índice positivo de 3,5%.
Nesse crescimento, além das obras estruturantes levadas à frente pelo Governo Federal e Governos estaduais em setores como saúde, educação, água e saneamento, a ampliação do Programa Minha Casa, Minha Vida, tem sido responsável por mais da metade de todos os imóveis produzidos nacionalmente.
Os analistas dizem que esse programa reformulado e ampliado no Governo Lula, de fato bombou desde o ano passado, indicando que vai continuar nesse ritmo ou até mesmo mais acelerar, garantindo que os avanços do setor da construção civil estarão frequentes.
Um problema que o sertor vem enfrentando, e que pode de algum modo reduzir os impulsos, é a escassez de mão-de-obra, sobretudo a mais especializada, que apesar dos esforços governamentais e privadas no terreno da formação de novos profissionais, tem se revelado um empecilho a crescimento mais significativo. E o detalhe é que além da contratação de trabalho mais especializado, também tem havido dificuldade na contratação de mão--de-bra em geral, mesmo entre os que não têm qualquer qualificação especial.
Essa necessidade de contratar cada vez mais mão-de-obra em razão do forte aumento de demanda, vem se registrando desde o fim da pandemia da Covid.
Desde lá, com incremento acentuado a partir de 2023, já foram gerados mais de 1 milhão de empreos novos no setor da constrrução civil.
Atualmente, o salário médio de admissão no setor da construção civil e´o segundo maior do país (cetrca de R$ 2.527,38), abaixo apenas de setores correlatos da administração púbica. No setor privado é o maior, portanto, expondo uma marcante valorização do segmento.