Dois importantes registros relacionadas com o combate às organizações criminosas transnacionais, foram conhecidos neste dia, fatores que podem contribuir de modo substancial para esclarecer essa gigantesca rede de crimes praticados contra a economia e a ordem pública, conhecer que nomes têm os operadores dessa imensa teia, e colocar na cadeia os seus responsáveis.
É que, poucas horas depois de Roberto Leme, conhecido criminalmente como "Beto Louco", entregar ao Ministério Público de São Paulo os anexos de uma proposta de delação premiada vinculada à Operação Carbono Oculto- uma ação coordenada entre órgãos, à frente a Polícia Federal e a Receita Federal-, realizada no dia 28 de agosto de 2025, que revelou uma um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou cerca de R$ 52 bilhões em sonegação fiscal, tendo como centro o mercado de distribuiçao de combustíveis.
Desse volume de dinheiro movimentado de maneira ilícita, cerca de R$ 10 bilhões foram em importações clandestinas de combustíveis. Beto Louco, apontado como tendo ligações efetivas e estreitas com o Primeiro Comando da Capital (PCC), atuava livremente movimentando influentes empresas Fintechs montadas dentro do universo financeiro da Avenida Faria Lima, aparentemente com a cara de negócios legais.
Além da notícia de que entregou o plano de delação ao MP de São Paulo, outra informação importante é que Roberto Augusto Leme da Silva,o "Beto Louco", e seu sócio Mohamad Hussein Mourad, o "Primo", foram localizados por autoridades brasileiras na Líbia, neste 10 de abril de 2026. Ele havia se evadido desde o desfecho da Operação Carbono Oculto, supostamene para os Estados Unidos, e seu nome já constava da lista de foragidos da Interpol.
Outra notícia bastante relevante nessa necessária batalha de combate às organizações criminosas vem da relação dos Estados Unidos com o Brasil. Hoje, foi anunciado que os governos dos dois países estão firmando um acordo de cooperação técnica e inteligência para combater simultaneamente as organizações criminosas que operaram com desenvoltura no tráfico de armas e de drogas.
Conforme manifestações do Ministro da Fazenda do Brasil, Dario Durigan, o acordo fechado com os Estados Unidos prevê uma troca de informações com os norte-americanos sobre cargas (contêiners) que saiam daquele país, em conjunto com dados de inteligência, e que venham em direção ao Brasil, buscando fechar o cerco ao tráfico de drogas e armas.
O Secretário da Receita Federal,Robindosn Barreirinhas, imformou hoje que foram interceptados em portos e aeroportos brasileiros cerca de meia tonelada de armas, nos últimos 12 meses, e 1,5 tonelada de drogas, principalmente drogas sintéticas e haxixe.
Essa cooperação hoje anunciada integra o contexto do diálogo que o Presidente Lula tem mantido com o Presidente norte-americano, Donald Trump, e deve fazer parte da agenda mais ampla de cooperação bilateral voltada ao enfrentamento do crime organizado transnacional, devendo ser sacramentada no encontro que os dois presidentes marcaram para o mês de março, que foi adiado em função da guerra no Oriente Médio, mas que deverá ocorrer até o mês de maio.