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Coluna do jornalista José Osmando - Brasil em Pauta

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Com Transnordestina avançando, Governo prevê mais de R$ 140 bilhões em ferrovias

O BNDES e o Governo Federal anunciam R$ 140 bi em investimentos para ferrovias e infraestrutura, com foco em PPPs e na conclusão da Transnordestina

Com transnordestina avançando, Governo prevê mais de R$ 140 bilhões em ferrovias | Reprodução

No momento em que avançam para suas etapas finais as obras de construção da Ferrovia Transnordestina, atualmente com foco total no trecho que liga o Piauí ao Porto de Pecém, no Ceará, o Governo Federal anuncia novos grandes investimentos na implantação de novos trilhos e terminais para vários pontos do país. Com um investimento de R$ 11,3 bilhões, a fase 1 da obra encontra-se, segundo dados de fevereiro de 2026, com cerca de 80% de execução no trecho principal.

Próximo ao fim dessa obra essencial ao transporte de carga no Nordeste, e que ficou por vários anos paralisada por descaso governamental, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, BNDES, economista Aloísio Mercadante, acaba de anunciar que o Governo Federal, através da instituição que dirige, vai lançar uma chamada pública para projetos de infraestrutura e um programa específico para o setor ferroviário.

Mercadante sustentou durante coletiva de imprensa que o setor ferroviário, para atender um desejo e um compromisso do Presidente Lula, terá protagonismo especial no financiamento de obras estruturantes. E anunciou que estão previstos mobilizar R$ 140 bilhões em investimentos só neste ano de 2026.

E como a capacidade financeira do governo não permite abraçar todas as obras e bancar os recursos de que necessitam, o BNDES já tem pronto um planejamento de atração do capital de investidores privados, uma política de parcerias público/privada que tem dado certo em vários outros empreendimentos, como as rodovias, por exemplo.

 E para acelerar os projetos no campo das ferrovias, o BNDES está modernizando os mecanismos de crédito, com ampliação dos prazos de financiamento.

Conforme Mercadante, "vem um ciclo forte de investimentos em ferrovias e nós  temos que modernizar alguns mecanismos em termos de prazo e carência. Estamos desenhando novas iniciativas e acreditamos que a queda de juros da taxa Selic, prevista para acontecer a partir de março, vai melhorar muito esse segmento de investidores, atraindo novos e grandes negócios, com que o Brasil será o real e promissor beneficiário".

Na mesma linha de raciocínio de Aloísio Mercadante, o ministro dos Transportes, Renan Filho, afirma que o Governo Lula trabalha para ampliar a participação do capital privado e para acelerar a carteira de concessões. Segundo ele, o Brasil tem hoje o maior conjunto de projetos rodoviários em estruturação no mundo, com mudanças no modelo de financiamento. " Neste momento", diz Renan, estamos investindo R$ 65 bilhões, mas vamos contratar R$ 400 bilhões com a iniciativa privada."

No tocante à Transnordestina, com 100% de todos os lotes no Ceará já autorizados e em andamento nos  97 km que restavam para complementar o percurso que restava até o território cearense, entre Baturité e Aracoiaba, as obras neste estágio concentram-se no avanço entre Ceará e Piauí. 

Nesse trecho, que tem cerca de 727 km de linha principal já concluídos, a estimativa é que a entrega total se dê antes do final de 2027.

Na Transnordestina, o Ceará vai contar com seis terminais de carga, cortando todo o Estado, e em todo o percurso mais quatro terminais, sendo 2 no Piauí e 2 no Estado de Pernambuco.

*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
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