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Ceará criou 1ª molécula e montou estratégias, mas comercialização do hidrogênio verde começa no Sudeste

O Ceará lidera a produção de hidrogênio verde, mas a comercialização do combustível começou no Sudeste. A primeira nota fiscal foi emitida pela White Martins em Jacareí.

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  • Brasil registra primeira venda de Hidrogênio Verde com emissão de nota fiscal, anunciada pela ABIHV.
  • Ceará lidera produção de H2V com tecnologia avançada e parceria com Porto de Roterdã.
  • Primeira molécula de H2V foi gerada em 2022 e comercializada em São Paulo por White Martins.
  • Estudo mundial destaca Ceará como líder na produção de Hidrogênio Verde no Nordeste.
  • Outros estados como Piauí e Parnaíba também investem em projetos de hidrogênio limpo.
Ceará criou 1ª molécula e montou estratégias | Divulgação
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Constantes movimentações estabelecidas por governantes brasileiros e por empreserários interessados na evolução das energias limpas, renováveis, capazes de colocar o Brasil na liderança mundial neste terreno, não param de mostrar que existe uma disputa bastante acentuada nesse segmento.

Uma prova disso foi o registro, realizado na última sexta-feira, da emissão da primeira nota fiscal de venda do H2V- o tão sonhado Hidrogênio Verde- tornando esse combustível agora comercial  no país, conforme anúncio da Associação Brasileia da Indústria do Hidrogênio Verde(ABIHV).

O anúncio coloca em evidência não apenas que o Brasil está no caminho de tornar-se líder mundial e modelo ao mundo no domínio do Hidrogênio Verde, com fins industriais no campo das energias renováveis e não-poluentes, como vem também evidenciar que a disputa para se saber quem mais está avançando, que empresas se fortalecem até que os combustíveis fósseis possam se aposentar, será sempre acirrrada daqui para frente.

Isso porque foi o Estado do Ceará quem pioneiramente avançou e começou a dominar as tecnologias para obter a primeira molécula do H2V, e também o primeiro Estado brasileiro a reunir em um só local a produção, o armazenamento, a distribuição e o uso do hidrogênio gerado a partir de fontes vegetais de energia limpa e renovável. A primeira molécula foi gerada em dezembro de 2022 e apresentada oficialmente em janeiro de 2023.

No Complexo do Porto de Pecém, na cidade de São Gonçalo do Amarante, região metropolitana de Fortaleza, montou-se um Hub de Hidrogênio Verde, e há cerca de quatro anos atua para fortalecer suas estratégias e avançar nas tecnlogoias que acelerem o domínio industrial sobre o Hidrogênio Verde. 

 Daí, ter criado uma ampla articulação com o Porto de 

Roterdã, na Holanda, dando 30% de participação acionária do grupo holandês no Porto de Pecém. 

Os cearenses trabalham na convicção de que a produção de H2V a ser obtida será fortemente  destinada ao mercado exterior, à exportação,  sendo esse acordo societário que firmou com Roterdã uma garantia da governança compartilhada e alinhamento operacional direto. A meta de abastecimento, neste caso, prevê que até 25% de todo o hidrogênio verde importado por Roterdã tenha como origem o Porto  do Pecém.

Mas nem isso tudo assegurou ao Ceará a possibilidade de dar início ao processo de comercialização do H2V no Brasil. A primeira emissão de nota fiscal ficou sob a responsabilidade da White Martins, através da sua base industrial de Jacareí, no interior de São Paulo. A nota fiscal detalhou que o insumo gasoso H2V saiu de sua fábrica de Jacareí, através de dutos, para a fábrica de vidros da Cebrae, situada no mesmo município. Foi assim que a mercadoria circulou e tornou oficial a comercialização do Hidrogênio Verde no país.

O hidrogênio  puro é difícil de transportar. Assim, a estratégia foca em converter o gás em amônia dentro da ZPE (Zona de Processamento de Exportação) do Pecém para facilitar o transporte marítimo. A rede de conexão de Pecem com Roterdã é imensa, num corredor marítimo que se estende da Holanda e se conecta com portos industriais importantes na Alemanha  e outros países eruropeus.

Um estudo mundial divulgado há pouco, mostra a existência de sete clusters com alto potencial de produção de hidrogênio verde e dez com maior potencial de consumo. O Ceará demonstra estar olhando para isso. 

Nesse documento, o Nordeste aparece como a região com maior potencial de produção, graças à combinação de elevados recursos de energia solar e eólica. O quadro de presença por Estados nordestinos aponta para o  Ceará liderando a corrida nacional com o Complexo do Pecém, somando dezenas de projetos e pré-contratos com empresas nacionais e internacionais para produção em grande escala. 

Mas outros Estados têm demonstrado garra,  investimentos, e atitude política, atraindo grandes empresas, como é o caso do Piauí, com amplos estudos e planos logísticos. Até mesmo uma grande multinacional  holandesa, a Green Energy Park planeja construir uma grande usina de hidrogênio verde e amônia na ZPE de Parnaíba; a Niterra, do Japão está investindo R$ 70 milhões num projeto de demonstração SOEC, mais eficiente, também em Parnaíba, e a empresa espanhola Solatio aguarda licenciamento de rede elétrica nacional apra iniciar seus trabalhos.

Há também avanços no Rio Grande do Norte, na Bahia e em Pernambuco.

Aguarda-se a partir dessa primeira etapa da comercialização, que as práticas empresariais corram no caminho de chegada do H2V para o abastecimento desse combustível limpo aos meios de transporte de carga e passageiros. Essa é a revolução que se aproxima da realidade.

*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
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