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Coluna do jornalista José Osmando - Brasil em Pauta

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Brasil conquista novos mercados e bate recorde nas exportações em 2025

Em relação a 2024, o aumento nas exportações no ano passado, em valores reais, foi superior a 3,5%, mas em volume esse crescimento foi ainda superior, na casa dos 5,7%

Brasil conquista novos mercados | Vosmar Rosa/MPOR

O Brasil deu em 2025 uma vigorosa demonstração de vitalidade econômica, ao superar as dificuldades impostas pelo tarifaço aplicado pelos Estados Unidos, ampliar outros mercados com os quais mantinha negócios e abrir novas frentes de comércio em outras partes do mundo. 

Com isso, o país alcançou um saldo positivo de US$ 68,3 bilhões. As exportações brasileiras no ano passado somaram US$ 348,7 bilhões, superando em US$ 9 bilhões o valor alcançado em 2023, quando já batera recorde. 

Em relação a 2024, o aumento nas exportações no ano passado, em valores reais, foi superior a 3,5%, mas em volume esse crescimento foi ainda superior, na casa dos 5,7%, significando que atingiu mais do dobro das previsões feitas pela Organização Mundial do Comércio (OMC), que fixara um crescimento das brasileiras em 2,4%.

Além do resultado em si, vale destacar que mais de 40 mercados mundiais registraram recorde de compras de produtos brasileiros em 2025, com destaque para Canadá, Índia, Turquia, Paraguai, Uruguai, Suíça, Paquistão e Noruega.

Os últimos três anos, liderados por Lula na Presidência da República, o Brasil apresentou os melhores resultados históricos de sua balança comercial. O Governo prevê que o saldo da balança comercial em 2026 será superior a US$ 90 bilhões, considerando o trabalho que o Ministério do Desenvolvimento, comandado por Geraldo Alckmin, vem realizando para abrir e ampliar novas frentes de comércio, mas também ao fato de que já no final do ano passado houve uma distensão na lista dos produtos tarifados pelos Estados Unidos, com vários itens sobretaxados sendo retirados do rol, por ordem direta de Donald Trump.

Considera-se em relação a 2025 que em meio ao tarifaço implementado pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, houve recuo nos embarques para o país norte-americano, uma queda de 6,6% no ano, segundo o MDIC. A participação do país norte-americano no total das exportações brasileiras caiu de 12,0% em 2024 para 10,8% em 2025.

Enquanto isso, no outro lado da questão, as vendas para China cresceram 6% no período, levando o país asiático a responder por uma fatia de 28,7% das exportações brasileiras no ano passado, ante 28,0% em 2024. A China é o maior comprador de produtos do país.

*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
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