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Coluna do jornalista José Osmando - Brasil em Pauta

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Brasil abre quase 1 milhão de vagas com carteira assinada em apenas um semestre

O Governo Lula, segundo eles, estaria influenciando lideranças partiárias a não fazerem alianças comos seus opostos.

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  • Brasil registra 145.161 novas vagas formais em junho, acima das expectativas do mercado.
  • Setor de serviços lidera criação de empregos, com 74.514 novos postos de trabalho.
  • Salário médio de admissão cresce para R$ 2.404,34 em junho, contra R$ 2.387,44 em maio.
  • 25 estados brasileiros tiveram crescimento de vagas formais, com exceção de Espírito Santo e Tocantins.
  • Resultados positivos da economia podem influenciar positivamente as eleições de outubro.
Carteira de Trabalho | Agência Brasília

Os dados divulgados nesta quarta-feira pelo CAGED- Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do MInistério do Trabalho, acerca do crescimento no número de trabalhadores com carteira assinada no Brasil, durante o mês de junho, geram repercussão ampla na economia, ao demonstrar que todos os setores vitais das atividades empresariais estão revigorados  e em evolução. 

O país, conforme esses dados, abriu em junho 145.161 novas vagas de empregos formais, bastante acima de todas as expectativas do mercado, que esperava desempenho abaixo disso, retornando a um patamar de avanço histórico, após ficar um pouco abaixo do esperado em abril e maio, embora crescendo 85.888 e 85.686, respectivamente, nesses meses.

O saldo positivo de vagas em junho elevou o estoque de empregos para 48.032.308 vínculos ativos. O resultado é fruto de 2.220.131 contratações contra 2.074.970 demissões registradas no período. O setor de serviços liderou a criação de empregos no mês, com 74.514 novos postos de trabalho, mas em todas as atividades econômicas registrou-se elevação,  aparecendo a agropecuária  com +22.898, o comércio, com  +19.177, a indústria, com  +14.438 e a construção civil, com +12.136.  

 No acumulado do primeiro semestre, o Brasil marca quase 1 milhão de novos postos de trabalho com carteira assinada,  apontando para  a abertura líquida de 921.645 vagas.  O estoque de empregos formais foi de 48,03 milhões em junho, ante 47,89 milhões em maio e 47,07 milhões em junho de 2025. Todas as cinco regiões do país apresentaram abertura líquida de vagas formais de trabalho: Sudeste (70.383), Nordeste (34.433), Centro-Oeste (19.617), Sul (10.453) e Norte (9.633).

Os cinco setores da economia tiveram oferta líquida de postos formais de trabalho em junho. Houve abertura líquida em: serviços (74.514); agropecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (22.898); comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (19.177); indústria geral (14.438); e construção (14.136). 

No ano, quatro dos cinco setores registraram abertura líquida de vagas: serviços (571.926); construção (168.962); indústria geral (143.442); e agropecuária (40.853).

Outro aspecto relevante quanto ao emprego, é que o salário médio de admissão de novos empregados com carteira assinada ficou em R$ 2.404,34 em junho. O valor representa uma alta de R$ 16,90 em relação a maio. Já o salário médio de demissão ficou em R$ 2.507,07 em junho, contra R$ 2.477,60 um mês antes.

Em vinte e cinco das 27 unidades da Federação houve crescimento dos empregos formais no mês de junho, com exceção do Espírito Santo ( com saldo negativo de 2.259 vagas) e Tocantins, com menos 135 empregos.

Até mesmo Alagoas registrou saldo positivo de 2.773 vagas formais em junho de 2026, impulsionado por 16.539 admissões e 13.766 desligamentos. Isso, para compensar os resultados negativos em quatro dos primeiros cinco meses do ano ( janeiro, -2.333, fevereiro, -2.833, março, -4.644 e abril, -1.223),  com uma alta marginal de apenas 44 vagas em maio.

Se esses dados do CAGED são reveladores da vitalidade que a economia do Brasil vem apresentando, espelhando,  pelo crescimento dos empregos, o quanto os negócios andam bem no país, chega-se à conclusão, num ano eleitoral, que os efeitos dessa prosperidade deverão, certamente, influenciar as urnas eleitorais de outubro.

É inegável que bons resultados na economia, com as atividades empresariais ativadas, a indústria gerando bens, a agricultura e a pecuária avançando, comércio e serviços alcançando níveis satisfatórios, devem, sim, ter influência positiva para candidaturas que estejam ligadas na construção desse ambiente. O contrário, como muito se viu no passado, é que o desaprumo da economia, o desemprego, a falta de dinheiro para o consumo, levavam juntos para as urnas a insatisfação justificada das famílias, dos eleitores.

Durante a semana passada, viu-se bastante na mídia lideranças da direita na política brasileira acusando o Governo Lula de responsbilidade para o fato de que os candidatos desse segmento não estarem conseguindo fazer alianças com outros partidos, sendo obrigados a registrar chapas puras nas eleições. 

O Governo Lula, segundo eles, estaria influenciando lideranças partiárias a não fazerem alianças comos seus opostos.

Ora, se antes essa força de Lula parecia motivadora dessa visão de lideranças da direita, é provável que esses novos indicadores econômicos fortaleçam os governantes ainda mais, em razão de uma realidade  da economia, que é impossível negar, sempre mais positiva para a reeleição do Presidente.

*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
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