- Estudo da FGV revela que 85% dos novos empregos formais no Brasil entre 2023 e 2026 são originados por beneficiários do Bolsa Família.
- Programa gerou 4,58 milhões de postos de trabalho com carteira assinada, representando 85,18% da geração líquida de empregos formais.
- Beneficiários do Bolsa Família são, em sua maioria, jovens, pardos, mulheres e com ensino médio completo.
- Resultado desmente preconceitos e desinformações sobre o programa, destacando seu papel na redução de desigualdades sociais.
- Estudo também aponta que mulheres representam 55,4% dos novos empregos formais gerados pelo programa.
Um estudo denominado "Inserção dos Beneficiários do Bolsa Família no Emprego Formal", realizado por pesquisadores do Centro de Estudos Empíricos em Economia, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), ontem divulgado, traz uma constatação surpreendente para algumas pessoas, mas uma grande e compensadora notícia para os defensores de programas governamentais de apoio aos mais vulneráveis.
É que 85% do saldo positivo de empregos formais no Brasil, entre janeiro de 2023 e julho de 2026, são formados por homens e mulheres beneficiários do Programa Bolsa Família, modelo brasileiro de transferência de renda e combate à fome, hoje sonsiderado exemplo para o mundo, cujas bases já são adotadas por dezenas de países.
A notícia é impactanete e serve para demonstrar, de maneira muito clara, que o Bolsa Família, longe de ser um programa meramente assistencialista, "uma esmola", "uma "merreca", como alguns, mesmo até políticos e personalidades da televisão, costumam qualificar, é uma iniciativa que se consolida como de enorme importância na vida da pessoas, constituindo-se continuamente como um reparador social de imenso alcance, capaz de modelar caminhos e abrir oportunidades para quem teve passado recente de dificuldades e até fome.
É mesmo surpreendente: do saldo positivo de empregos formais, resultantes da movimentação entre admissões e demissões nesses 3 anos e meio, 85% tiveram os benericiários do Bolsa Família como origem.
Nesse período, os benericiários do programa assistencial do Governo representaram 4,58 milhões dos novos postos de trabalho com carteira assinada, ou seja, 85,18% de toda a geração líquida de empregos formais.
Isso é um resultado extraordinário, capaz por si só de desmistificar os ímpetos preconceituosos que ainda existem, de maneira muito forte em alguns setores, e também para desmentir inverdades, boatos e maldades espalhadas em redes e até mesmo na mídia convencional sobre o programa.
Outro aspecto investigado foi o perfil sociodemográfico dos 4,58 milhões de beneficiários, que geraram os postos de trabalho. “Em sua maioria, são jovens, pardos, mulheres e pessoas com ensino médio completo. Do total, 40,52% tinham entre 18 a 24 anos, 62,71% se autodeclararam pardos e 55,4% eram mulheres.
Os pesquisadores chegaram ao número cruzando informações do Caged, do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), sistema do governo que identifica e coleta dados sobre famílias de baixa renda e usado para cadastrar beneficiários do Bolsa Família; e a folha de pagamento do Bolsa Família que identifica beneficiários ativos do programa dentro do CadÚnico, sistema do governo que identifica e coleta dados sobre famílias de baixa renda e usado para cadastrar beneficiários do Bolsa Família.
Na análise dos resultados, feita pelos economistas Valdemar Pinho Neto e Luiz Gustavo Barbosa, do Centro de Estudos Empíricos em Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV), observa-se não apenas que o Bolsa Família( restaurado e reestruturado, depois de ter sido fechado e substituído pelo Auxílio Brasil, sob o governo Bolsonaro), está tendo um efeito importante na redução das desigualdades sociais e na oportunização de trabalho para milhares de pessoas fora do mercado, como está cumprindo outro papel preponderante: diminuir as diferenças, desigualdades e precocentos contra as mulheres, os pretos e pardos, porque são esse conjunto de humanos que forma, majoritariamente, a maioria dos empregos que estão sendo gerados no Brasil. As mulheres, desse saldo positivo de 85,18% de novos empregos com carteia assinada, constituem 55,4% do total. Uma grande notícia, um grande avanço e muita erteza de que as coisas realmente estão ficando melhor no Brasil.