- Índice de desmatamento no Brasil caiu 40% em 2025, menor índice dos últimos 15 anos.
- Mata Atlântica teve o menor índice de desmatamento desde 2002, graças a mudanças positivas do Governo Federal.
- Operação Mata Atlântica em Pé combate desmatamentos ilegais e responsabiliza culpados em 17 Estados.
- A Lei da Mata Atlântica, de 2006, é um marco no combate aos desmatamentos e proteção do bioma.
Uma notícia importante para o equilíbrio ecológico no Brasil está chegando neste momento da Fundação SOS Mata Atlântica, dando conta de que esse bioma de enorme importância, que tem sido apontado como o mais devastado do país, teve em 2025 o menor índice de desmatamento dos últimos 15 anos, reduzindo em 40% a derrubada de árvores, indicando que está num próspero caminho de recuperação sustentada.
Mesmo assim, a supressão de florestas maduras no ambiente Mata Atlântica foi de 8.668 hectares, um alerta que merece reforçar o compromisso governamental e privado de não se deixar negligenciar nessa missão protetora, pois um delorável ímpeto destruidor permanece vivo em muitas cabeças, sobretudo entre maus produtores do agronegócio.
Esses são os sinais mais positivos nesses 20 anos de vigência da Lei da Mata Atlântica, que passou a vigorar em 22 de dezemnro de 2006, embora esse relevante bioma tenha sido recon hecido como Patrimônio Nacional pela Constituição Federal de 1988. A lei nasceu ao final do primeiro mandato do Presidente Lula na condução do Brasil, e tem sido um marco notável no combate aos desmatamentos.
Com seu manto verde espalhado por cerca de 70% da população brasileira em inúmeros Estados, a mata atlântica é o bioma que mais sofreu ao logo da história do país. Foi por ela que os colonizadores portugueses chegaram e foi sobre esse bioma riquíssimo que os maiores aglomerados urbanos do Brasil foram instalados, ignorando-se os reflexos negativos que isso no futuro provocariam, desequilibrandoo ambiente e trazendo tragédias mortais, como enchentes, inundações, avalanches destruidoras.
Hoje, da mata atlântica, restam apenas 12,4% da sua cobertura original de florestas maduras, conforme atesta o Atlas. Considerando-se as matas mais jovens, ainda em estágio de recuperação esse percentual existente sobe para 24%, ainda assim muito baixo quando olhamos para a destruição que historicamente foi perpetrada.
O monitoramento sobre os grandes fragmentos do que restou de floresta madura do bioma Mata Atlântica tem sido feito pelo Atlas dos Remanescentes da Mata Atlântica, criado com o Instituto nacionalde Pesqusias Espaciais(INPE). Conta com a importante colaboração dos registros colhidos pelo SAD(Sistema de Alertas de Desmatamentos), em parceria com o MapBiomas e Arcplan. Os números levantados agora são os menoresdesde o início dos registros, em 2002.
Na avaliação de especialistas, os resultados do ano passado refletem uma tendência de redução que acontece nos últimos anos, com reflexos não apenas no bioma Mata Atlân tica, mas também na Amazônia e nos Cerrados, uma trejetória que os estuduiosos desses biomas creditam às mudanças positivas empreendidas com a mudança no comando do Governo Federal, cuja atitude passou a ser, desde 2023, de combate sistemática aos desmatamentos, contradiamente ao que se registrava no governo anterior, quando os órgãos de controle, fisalização e combate sofreram enorme desmantelamento, até mesmo com perseguições a dirigenets de órgãos ambientais.
Entre as diversas ações de combate aos desmatamentos e responsabilização dos culpados, os analistas citam a Operação MAta Atlântica em Pé, desenvolvida pelo Ministério Público Federal e órgãos ambientais de 17 Estados da Federação, com medidas austeras para o combate ao desmamento ilegal e abordagens inovadoras adotadas em nível nacional para coibir crimes contra o meio ambiente.