- ONU admite que Acordo de Paris não será cumprido, alertando para necessidade de novas medidas contra mudanças climáticas.
- El Niño, com 90% de chance de se tornar "Super El Niño", pode causar desastres climáticos entre setembro e dezembro de 2026.
- Países ricos não cumpriram compromisso de financiar e tecnologizar ações climáticas dos países pobres, mesmo após 2020.
- Crise climática exige novos planos de corte de emissões, já que o Acordo de Paris falhou em sua implementação global.
- Impactos do El Niño incluem ondas de calor extremo, secas, incêndios e enchentes, com riscos crescentes para populações vulneráveis.
Em meio aos alertas de cientistas mundiais de que o El Niño foi oficialmente declarado, com 90% de possibildiades de se transformar em um "Super El Niño", terrivelmente devastador, entre setembro e dezembro deste ano de 2026, a Organização das Nações Unidas (ONU) acaba de admitir formamlmente que o Acordo de Paris não será cumprido.
E indica que será nessário um novo plano que estabeleça cortes radicais nas emissões de gases do efeito estufa, como meio de se evitar, desde que esse plano seja aplicado, uma tragédfia maior para a humanidade.
O Acordo de Paris foi um tratado internacional histórico sobre mudanças climáticas, assinado em dezembro de 2015, na França, durante a COP21. Estabelecia manter o limite da temperatura global abaixo de 2ºC em comparação com a fase pré-industrial, buscando o limite de 1,5ºC, ficando estabelecido entre os países participantes- que engloba todas as grandes potências políticas e econômicas-, que seria necessária a aplicação de ao menos US$ 100 bilhões por ano em financiamento climático, com destinação prioritária aos países mais carentes e àqueles em desenvolvimento.
A estratégia estabelecida era de que os países ricos (historicamente os maiores devastadores da natureza e mais expressivos emissores de efeitos de gas estufa), deveriam , a partir de então, ajudar os países pobres com dinheiro e tecnologia para repecuperar os ambientes devastados, cumprindo assim o papel de combater os desequilíbrios ecológicos e adptar cada nação para os enfrentamentos aos desequlíbrios que já naquele ano se tornavam expressivos.
Para tornar possível a aplicação desse Acordo, cada país criou o seu próprio planio de corte de emissões de gases de efeito estufa, estabelecendo seus limites internos, ação que ficou conhecida como Contribuições Nacionalmente Determinadas. Os países passaram a ter a incumbência de atualizar suas ações e fortalecer suas metas a cada cinco anos, de modo a não se permitir negligenciamento nos compromissos firmados.
Nem mesmo diante do fato de vários dos países pobres e em desenvolvimento terem começado a cumprir suas metas de fixação dos níveis de emissão, os países ricos não cumpriram a obrigação de repassar os recursos financeiros e fornecertem as tecnologias necessárias ao plano.
Fica claro que esse Acordo de Paris nunca foi cumprido, embora muitos países, sobretudo na América Latina, com o Brasil à frente, venham se esforçando para reduzir desmatamentos, queimadas e devastação de recursos hídricos.
A verdade é que os países ricos nunca estiveram dispostos a repassar os recursos financeiros imprescindíveis ao cumprimento das metas por parte dos países pobres. Os repasses desses recursos a serem feitos pelos países ricos deveriam ocorrer a partir da celebração do Acordo, e até o ano de 2025.
O dinheiro nunca chegou, mesmo que as grandes potências soubessem que as adversidades climáticas estavam se acentuando a cada ano.
E diante desse revoltante desinteresse e da falta de responsabildiade demonstrados pelos países ricos que assinaram o Acordo de Paris, a admissão da ONU de que tudo fracassou, obriga o mundo, agora e a cada dia mais, a fixar seus olhares para o que os cientistas estão alertando sobre o El Niño. Estamos todos submetidos a ondas de calor extremo, no caso do Brasil até Dezembro, quando os termômetros deverão registrar temperaturas acima de 42º em várias regiões.
Isso trará consequências danosas às pessoas, a outros animais e ao meio-ambiente, com a incidência de seca, de incêndios florestais, chuvas torrenciais, com riscos de enchentes de alto alto risco e precipitação de ganizos causados pelo bloqueio de frentes-frias.
Conforme dados da OXFAM, os recursos financeiros dos países ricos só foram parcialmente repassados até o ano de 2020, registrando assim um acúmulo descomunal de inadimplência.
Mas a conta dessa desgraça toda raramente será paga pelos países ricos, responsáveis, em todo o passado, pelo processo de apropriação irresponsável do meio-ambiente. O custo terrível será mais uma vez bancado pelos países pobres, que permanecem submetidos a uma ganância expropriadora brutal dos poderosos que mantém as mesmas cobiças sobre as riquezas naturais que continentes como as Américas ofereceram ao planeta.