No programa Jogo do Poder desta terça-feira (7 de abril), a saída do vereador Venâncio Cardoso do PT para o MDB ganhou destaque não apenas pelo movimento político, mas também pelos efeitos imediatos dentro da Câmara Municipal de Teresina, especialmente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Ao comentar o caso, Eliézer Rodrigues destacou o peso da capital nas articulações eleitorais.
“é mais um caso que exemplifica o peso da capital na eleição estadual. Um vereador cotado para uma chapa de federal dentro da base do governador”, afirmou, apontando que a mudança já se insere no tabuleiro de 2026.
O próprio Venâncio justificou a decisão como parte de um projeto maior. “aceitei esse convite… é uma missão… faz parte de uma estratégia política”, disse, ao explicar a filiação ao MDB e a intenção de disputar uma vaga na Câmara Federal.
O vereador também antecipou o tom da pré-campanha, defendendo pautas sociais:
“calçamento e asfalto é importante, mas é importante o bem-estar da população idosa… PCD… juventude”.
Na análise dos comentaristas, o discurso já indica posicionamento eleitoral. “PCDs, juventude, idosos, já começa uma pré-campanha”, observou Eliézer, enquanto Ari Carvalho reforçou que essas bandeiras já fazem parte da atuação de Venâncio na Câmara.
Amadeu Campos ampliou o debate ao defender campanhas mais propositivas. “é necessário que venham pessoas para disputar a eleição com pauta algo além da sola de sapato”, criticou, ao apontar que muitos eleitores ainda votam sem conhecer as ideias dos candidatos.
A mudança partidária também provocou impacto direto na CCJ, considerada a comissão mais estratégica da Câmara. Ari Carvalho explicou que Venâncio perdeu automaticamente o posto ao deixar o PT. “não tinha como ele permanecer, nem na presidência, nem na comissão”, afirmou, detalhando que o vereador João Pereira assumiu a vaga do partido.
Com isso, uma nova eleição será realizada, mas já há um nome encaminhado. “o novo presidente da CCJ será o vereador Fernando Lima, do PDT”, revelou Ari, destacando que há consenso entre os membros para evitar conflitos internos e manter a estabilidade política dentro da comissão.