No Jogo do Poder desta quinta-feira (9), a proposta que amplia o prazo para adequação da frota do transporte rural de Teresina foi analisada sob a ótica da viabilidade prática. A avaliação dos comentaristas é de que a medida surge como uma saída necessária diante do risco real de interrupção do serviço.
A jornalista Francy Teixeira destacou que a legislação atual previa apenas 180 dias para renovação da frota, o que não foi cumprido pelas empresas. “Caso esse prazo não seja estendido, as empresas que atuam na zona rural da capital já não terão mais como circular esse mês”, alertou, ao reforçar o risco de colapso imediato no sistema.
O jornalista Ari Carvalho detalhou os principais pontos da nova proposta, como o limite de 16 anos de fabricação dos veículos e a ampliação do prazo para 12 meses. Segundo ele, a intenção é clara: garantir continuidade. “O objetivo é evitar a paralisação do serviço e garantir continuidade à população”, pontuou.
Na análise, o apresentador Amadeu Campos foi direto ao classificar as regras anteriores como inexequíveis. “Uma coisa é ter uma lei, outra coisa é ela ser execuível. Essa claramente não seria, e não será”, afirmou, ao lembrar que nem o sistema urbano atende às exigências estabelecidas para a zona rural.
Outro ponto levantado foi o desequilíbrio financeiro do sistema. Ari Carvalho revelou que o subsídio atual não cobre sequer a manutenção da frota existente. “O subsídio mal dá para a gente manter a frota atual funcionando”, relatou, com base em conversa com empresários do setor.
Para Eliézer Rodrigues, embora a exigência tenha relação com segurança, a aplicação imediata pode gerar efeito contrário. “Para cumprir a lei, vai parar”, resumiu, indicando que a falta de transição adequada pode prejudicar justamente quem depende exclusivamente do serviço.