- Prefeito Marcelo Costa apoia governador Rafael Fonteles.
- Marcelo Costa reúne prefeitos em Valença do Piauí para apoiar a chapa majoritária.
- Rafael Fonteles ganha apelido "Rafaboy progressista" por alinhamento com PP.
- Parte dos gestores municipais busca manter relação próxima com governo estadual.
A aproximação de lideranças do Progressistas (PP) com o grupo do governador Rafael Fonteles (PT) voltou a repercutir no Jogo do Poder desta sexta-feira (08). O foco da vez foi o prefeito de Valença do Piauí, Marcelo Costa, que mesmo filiado ao partido de oposição liderado pelo senador Ciro Nogueira, reforçou apoio ao governador e ao pré-candidato a vice-governador Washington Bandeira.
Durante o programa, Francy Teixeira destacou que Marcelo Costa tem atuado diretamente para ampliar o grupo político ligado ao Palácio de Karnak. Segundo o comentarista, o prefeito organizou um encontro político em Valença reunindo dezenas de gestores municipais em torno da base governista.
“Um prefeito que é filiado ao PP e consegue reunir mais 28 prefeitos além dele para apoiar o governador Rafael Fonteles e o pré-candidato a vice Washington Bandeira, ele se inclui mais nessa nomenclatura que determinados petistas”, afirmou.
A declaração levou Amadeu Campos a oficializar, em tom descontraído, o apelido que dominou o debate: “Rafaboy progressista” expressão criada por Francy, usada para identificar políticos do Progressistas que, mesmo pertencendo à oposição estadual, demonstram alinhamento com Rafael Fonteles.
Além do apoio à chapa majoritária governista, Marcelo Costa também confirmou alinhamento com nomes petistas nas disputas proporcionais. Segundo Francy, o prefeito declarou apoio ao deputado estadual Flávio Nogueira Júnior e ao deputado federal Flávio Nogueira, ambos do PT. O gesto foi interpretado no programa como um movimento político ainda mais profundo de aproximação com a base governista.
No Jogo do Poder, Ari Carvalho observou que o cenário não é isolado e citou outros prefeitos do Progressistas que também mantêm alianças com Rafael Fonteles em suas regiões. A leitura dos comentaristas é de que parte dos gestores municipais tem buscado manter relação próxima com o governo estadual, mesmo pertencendo formalmente a partidos de oposição.
O debate ganhou outro tom quando Amadeu Campos questionou se essas demonstrações de fidelidade seriam passageiras. Ari, que inicialmente demonstrava cautela, acabou admitindo mudança de percepção após o vídeo exibido no programa. “Não, aí eu volto atrás e acho que realmente vai até a eleição”, comentou.
A repercussão no Jogo do Poder mostrou que o fenômeno dos chamados “Rafaboys progressistas” segue crescendo no interior do estado e evidencia um cenário político em que alianças locais têm falado mais alto que os posicionamentos partidários tradicionais para as eleições de 2026.