Escrito por Eliaquim de Paula
O novo secretário de Segurança Pública do Piauí, Antônio Luiz, assumirá o comando da pasta com foco no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher, segundo informações divulgadas durante o programa Jogo do Poder, da TV Meio Norte. A posse ocorre neste sábado (31), no Palácio de Karnak, em solenidade que também marca a nomeação de Dirceu Campelo como novo secretário de Saúde do Estado.
A mudança no comando da Segurança acontece após a saída de Chico Lucas, que deixou a pasta para assumir a Secretaria Nacional de Segurança Pública. Enquanto o antecessor priorizou ações de enfrentamento às facções criminosas, Antônio Luiz já sinalizou que sua gestão seguirá um caminho distinto, com atenção especial aos casos de feminicídio registrados no estado.
Posse e mudança no comando
Durante o programa, a jornalista Apoliana Oliveira destacou que a escolha de Antônio Luiz representa uma nova diretriz na política de segurança.
“O novo secretário de segurança do Piauí, Antônio Luiz, já deu o tom do que deve ser a sua gestão: combate ao feminicídio, uma pauta de fato muito importante. Nos últimos meses e nesse começo de 2026, nós temos visto muitos casos relacionados à violência contra a mulher”, afirmou.
Segundo Apoliana, a transição ocorre de forma planejada e com continuidade administrativa.
“Houve questionamentos nas redes sociais sobre o Antônio Luiz, mas ficou claro que ele é um técnico e vem cumprir esse papel à frente da Secretaria de Segurança, junto com a equipe que já está na pasta”, completou a jornalista.
Prioridade diante de números alarmantes
O foco no feminicídio surge em meio ao aumento de casos de violência contra mulheres no Piauí, especialmente no início de 2026. A expectativa é que a nova gestão fortaleça ações integradas entre forças policiais, serviços de proteção às vítimas e políticas preventivas.
A jornalista Francy Teixeira ressaltou que o enfrentamento ao feminicídio vai além da repressão policial.
“Não envolve apenas a questão da segurança pública. Há toda uma necessidade de se trabalhar a educação. A gente ainda vive sob uma cultura extremamente machista, e isso exige uma força-tarefa que envolve várias áreas”, pontuou.
Atuação integrada entre secretarias
Ainda segundo Francy, o combate à violência contra a mulher exige políticas que ultrapassem os limites da Segurança Pública.
“Passa pelo suporte econômico, pelo amparo social e por ações educativas. É um trabalho conjunto, mas a segurança precisa estar à frente dessa força-tarefa contra o feminicídio”, afirmou durante o debate.
A posse simultânea de Dirceu Campelo na Secretaria de Saúde reforça a expectativa de integração entre as áreas. Campelo já integrava a gestão da Saúde e deve manter a linha de trabalho adotada anteriormente, sem mudanças bruscas na condução da pasta.
Continuidade e novo direcionamento
Apesar do novo foco anunciado, a avaliação apresentada no programa é de que a Secretaria de Segurança seguirá com continuidade nas ações de combate à criminalidade, agora com um olhar mais direcionado à proteção das mulheres. A expectativa do governo é que a gestão de Antônio Luiz una atuação técnica, integração institucional e políticas específicas para reduzir os índices de feminicídio no estado.