Uma campanha do governo federal para combater abusos nos preços dos combustíveis ganhou repercussão após o lançamento de uma peça institucional protagonizada pelo secretário Anchieta Nery, vinculada à Secretaria Nacional de Segurança Pública. A iniciativa busca incentivar consumidores a denunciar irregularidades praticadas por postos e distribuidoras, que estariam repassando aumentos acima do previsto.
O jornalista Francy Teixeira destacou que a campanha pretende envolver a população no processo de fiscalização. “Uma peça muito interessante ali, instigando a população que também ajude a Secretaria Nacional de Segurança Pública a fiscalizar os postos de combustíveis”, afirmou. Segundo ele, a ação conta com articulação do secretário nacional Chico Lucas e tem como foco combater práticas abusivas. Além disso, ele ressaltou que o governo federal tenta evitar que aumentos indevidos cheguem ao consumidor final. “O governo federal está fazendo o que pode para esse preço, essa alta não chegar ao consumidor final como está chegando”, disse. Para ele, parte do problema está no comportamento de distribuidores e postos que não estariam seguindo corretamente as diretrizes de repasse de preços.
O jornalista Amadeu Campos afirmou que a fiscalização é necessária diante da dimensão do setor. “É um setor muito capilarizado, são milhares de pontos de venda”, destacou. Ele defendeu que o enfrentamento não pode ficar apenas na investigação: “Tem que não só trabalhar para conter os abusos, os crimes contra a economia popular, mas também é importante a conscientização das pessoas.” Ele acrescentou que a participação da sociedade é fundamental para identificar irregularidades. “As pessoas saberem exatamente quem as está enganando”, afirmou, ao defender maior transparência nos preços cobrados ao consumidor.
Já Ari Carvalho relatou um exemplo concreto observado em Teresina. “Na Avenida Barão de Castelo Branco tem um posto vendendo gasolina a seis reais e seis centavos”, disse. Segundo ele, a diferença de valores em relação a outros estabelecimentos da cidade levanta questionamentos. Ele comparou preços praticados em diferentes pontos da capital e chamou atenção para a disparidade. “Se tem um posto vendendo a seis, zero, seis, e outro vendendo a seis e noventa, tem uma coisa errada”, afirmou. Para ele, a diferença significativa sugere que parte do mercado pode estar lucrando de forma excessiva às custas do consumidor.