- O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários do Piauí negou acordo para retirada gradual dos cobradores.
- Proposta inicial das empresas previa extinção gradual da função de cobrador com a incorporação de novos ônibus à frota.
- O entendimento firmado garantiu preservação dos empregos dos cobradores no sistema de transporte coletivo de Teresina.
Em conversa com a coluna nesta terça-feira, 26 de maio, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários do Estado do Piauí, Antônio Cardoso, negou a existência de um acordo para a retirada gradual dos cobradores do sistema de transporte coletivo de Teresina.
Segundo o dirigente sindical, durante as negociações mediadas pela Justiça do Trabalho entre o Sintetro e o Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina, a categoria aceitou que o reajuste salarial fosse aplicado sobre o piso de R$ 1.605 em troca da manutenção dos postos de trabalho dos cobradores.
Proposta previa retirada gradual
De acordo com o sindicato, a proposta inicial apresentada pelas empresas previa justamente a extinção gradual da função de cobrador à medida que novos ônibus fossem incorporados à frota do transporte público da capital.
A entidade afirma, no entanto, que os trabalhadores rejeitaram a condição durante as tratativas conduzidas no âmbito judicial.
Empregos preservados
O Sintetro destacou ainda que o entendimento firmado ao fim das negociações garantiu, neste momento, a preservação dos empregos dos cobradores no sistema de transporte coletivo de Teresina.
Com isso, segundo a entidade, fica afastada qualquer possibilidade imediata de extinção da função, tema que vinha gerando preocupação entre os trabalhadores da categoria após as declarações públicas envolvendo o assunto.