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Pré-candidato não crê em parceria entre 'favoritos' ao Senado no Piauí: “Cobra engolindo cobra”

Na análise de Lira, a própria dinâmica da eleição majoritária impede a construção de alianças sólidas entre os principais concorrentes.

Antônio José Lira de olho no segundo voto para o Senado no Piauí. | Divulgação/Reprodução

Pré-candidato ao Senado pelo Avante, o ex-vereador Antônio José Lira avalia que a eleição para as duas vagas em disputa no Piauí tende a ser marcada por concorrência direta entre os nomes mais bem colocados nas pesquisas. Em conversa com a coluna na terça-feira, 17 de março, ele demonstrou ceticismo quanto à possibilidade de união entre esses postulantes.

Na análise de Lira, a própria dinâmica da eleição majoritária impede a construção de alianças sólidas entre os principais concorrentes.

Na verdade, se você perguntar qual é o segundo voto de cada grandão, ninguém sabe responder.

DISPUTA INTERNA

Para o pré-candidato, a indefinição sobre o chamado “segundo voto” revela uma fragilidade estratégica entre os favoritos. Ele recorre a uma comparação para explicar o cenário:
Por quê? Por conta da lei da Física. A lei da impenetrabilidade.
 Dois corpos não ocupam o mesmo espaço.

A partir dessa lógica, Lira sustenta que os principais nomes devem priorizar suas próprias candidaturas, sem abrir espaço para fortalecer adversários diretos.

ESTRATÉGIA DO SEGUNDO VOTO

É nesse contexto que o ex-vereador aposta na construção de sua candidatura. Segundo ele, a fragmentação entre os líderes pode favorecer nomes que consigam captar o voto complementar do eleitor.
Então, um não vai fazer força para o outro.

Lira cita ainda exemplos de outros estados para reforçar sua tese, apontando que o comportamento do eleitor pode ser decisivo na definição do resultado.

REFERÊNCIA NACIONAL

Ao mencionar o cenário de Minas Gerais, ele destaca como o segundo voto pode influenciar diretamente o desfecho da disputa.
É aí que o segundo voto entra, como em Minas Gerais, o Cleitinho. Votava num grandão e num bodinho, no segundo voto.

A repetição do padrão, segundo ele, acabou favorecendo um nome fora do eixo principal.

ANÁLISE DO MOMENTO


Para Lira, o ambiente político é de competição intensa e pouca cooperação entre os principais candidatos. Ele resume essa leitura com expressões populares:

Cobra engolindo cobra. A lei do Murici. Cada um cuida de si.

EXPECTATIVA

Mesmo diante do cenário desafiador, o pré-candidato afirma confiar no eleitor como fator decisivo.

E o futuro pertence a Deus e ao povo no dia da eleição.

*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
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