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Partido de Renan Santos, Missão do Piauí não manifestará apoio no 2º turno: “Duas faces da mesma moeda”

Presidente estadual da legenda, Ângelo Carvalho afirma que partido não pretende se alinhar a nenhum dos dois candidatos.

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  • Partido Missão no Piauí mantém neutralidade no segundo turno da eleição presidencial.
  • Ângelo Carvalho afirma que os dois candidatos representam duas faces da mesma moeda.
  • Resultado eleitoral será analisado para definir próximos passos da legenda.
  • Partido busca construir identidade política própria, sem alinhamento a grupos políticos.
  • Carvalho destaca quase 2 mil votos no Piauí como sinalização positiva para o partido.
Ângelo Carvalho segue a posição de Renan Santos sobre o segundo turno. | Divulgação
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O Missão no Piauí decidiu manter uma posição de neutralidade no segundo turno da eleição presidencial. Em diálogo com a coluna nesta terça-feira (6), o presidente estadual da legenda, Ângelo Carvalho, afirmou que o partido não pretende apoiar nem Lula (PT) nem Flávio Bolsonaro (PL), que avançaram para a segunda etapa da disputa.

Segundo Carvalho, a decisão segue a linha adotada pelo partido desde o início da campanha. Ele classificou os dois projetos políticos como semelhantes em sua avaliação e descartou qualquer alinhamento.

“Vamos nos manter coerentes ao que sempre falamos.

Não vamos nos alinhar a nenhum dos dois candidatos porque pra nós os dois representam duas faces da mesma moeda.

Os dois projetos são péssimos para os brasileiros.”

RETRANCA | ESPAÇO PRÓPRIO

O dirigente também afirmou que o resultado das urnas será analisado pela direção do Missão para definir os próximos passos da legenda. A estratégia, segundo ele, passa pela construção de uma identidade política própria, sem adesão aos dois grupos que disputam a Presidência.

“Em relação ao planejamento do partido Missão nós estamos analisando. Analisando o que o Brasil respondeu nas urnas”, declarou.

Na avaliação de Ângelo Carvalho, o resultado eleitoral mostrou uma dificuldade para a construção de uma direita que não esteja vinculada ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Para ele, essa realidade deverá orientar o trabalho do partido daqui em diante.

“Uma coisa é clara, para o brasileiro não existe direita fora do bolsonarismo. Então, vamos buscar nosso próprio espaço, um trabalho árduo de transformação cultural, construção de base, fortalecimento de militância e não vamos nos submeter.”

“NOSSA BATALHA COMEÇOU”

Apesar do desempenho nacional ter sido considerado decepcionante pelo dirigente, Carvalho avalia que o resultado obtido pelo Missão no Piauí trouxe uma sinalização positiva. Ele destacou especialmente sua própria votação, mesmo diante de uma campanha com estrutura limitada.

“Nacionalmente foi uma triste surpresa”, afirmou.

No cenário piauiense, porém, o presidente estadual da sigla classificou como “uma grande felicidade” os quase 2 mil votos que recebeu na disputa, ressaltando que praticamente não realizou campanha.

“Mas a nível local uma grande felicidade os quase 2.000 votos que eu tive sem praticamente ter feito campanha.”

PRÓXIMOS PASSOS

Carvalho ainda reforçou a disposição do partido de ampliar sua presença política e fortalecer sua estrutura no Estado. A estratégia anunciada passa pela formação de militância, construção de bases e consolidação de uma identidade própria, sem submissão às principais correntes políticas que polarizam o cenário nacional.

“O Missão é muito autêntico, tem o trabalho esteticamente mais bonito e inteligente. Vamos nos manter tranquilos porque agora que nossa batalha começou.”

*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
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