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Novela do IPTU em Teresina: Justiça é acionada e cobrança pode ser suspensa

O processo foi apresentado no último dia 25 de março e tramita atualmente na 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública da capital, especializada em questões tributárias.

Cálculos realizados pela Prefeitura são questionados pelo advogado Hielbert Ferreira. | Divulgação/Reprodução

Uma ação popular protocolada pelo advogado Hielbert Ferreira contra a Prefeitura de Teresina coloca em debate a forma como foi definida a cobrança do IPTU referente ao exercício de 2026. O processo foi apresentado no último dia 25 de março e tramita atualmente na 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública da capital, especializada em questões tributárias.


FOCO DA CONTESTAÇÃO

A iniciativa não questiona a existência do imposto, mas sim os critérios adotados para cálculo e implementação da cobrança. De acordo com a ação, há dúvidas sobre pontos considerados essenciais na definição dos valores cobrados dos contribuintes.

Entre os principais questionamentos estão:

  • falta de transparência na memória de cálculo do imposto;
  • critérios utilizados na Planta Genérica de Valores (PVG);
  • celeridade na tramitação do projeto que viabilizou a cobrança;
  • e os efeitos do modelo de reajuste aplicado ao longo dos anos.

AUMENTO PROGRESSIVO EM DISCUSSÃO

Um dos pontos centrais levantados diz respeito ao sistema de reajuste escalonado. Segundo o autor da ação, mesmo com limites anuais definidos, a aplicação contínua de aumentos pode resultar em elevação significativa da carga tributária ao longo do tempo.

O questionamento sustenta que esse modelo precisa ser analisado sob princípios constitucionais, como:

  • capacidade contributiva;
  • razoabilidade;
  • e vedação ao efeito confiscatório.

JUSTIFICATIVA DA AÇÃO

A petição argumenta que o próprio Município precisou revisar o modelo por meio de nova legislação, prevendo medidas como recálculo do imposto, criação de regras de transição e definição de escalonamento.

Para o advogado, esse cenário indica falta de clareza e estabilidade na base de cálculo do tributo, o que justificaria a intervenção do Judiciário.


PEDIDOS À JUSTIÇA

Entre as solicitações apresentadas estão:

  • a divulgação detalhada da memória de cálculo do IPTU;
  • a explicação dos critérios técnicos utilizados pela Prefeitura;
  • e, em caráter de urgência, a limitação da cobrança nos pontos considerados controversos.

A ação também prevê a possibilidade de realização de perícia técnica para aprofundar a análise sobre os critérios adotados.


TRAMITAÇÃO DO PROCESSO

Inicialmente distribuído a outra unidade judicial, o caso foi posteriormente encaminhado à 3ª Vara da Fazenda Pública após entendimento de que o tema é essencialmente tributário.

Atualmente, o processo aguarda decisão sobre o pedido de tutela de urgência.


PRÓXIMOS PASSOS

Na análise do pedido liminar, a Justiça poderá:

  • exigir que o Município apresente os critérios utilizados no cálculo;
  • adotar medidas provisórias para restringir parte da cobrança;
  • ou aguardar maior aprofundamento técnico antes de decidir.
*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
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