Teve início no dia 5 de março o período em que parlamentares podem trocar de legenda sem risco de perder o mandato. A chamada janela partidária segue aberta até 3 de abril e funciona como um dos momentos mais estratégicos do calendário político nacional.
Prevista na legislação eleitoral, a regra está no artigo 22-A da Lei dos Partidos Políticos e permite a reorganização das bancadas às vésperas das eleições gerais. Na prática, deputados aproveitam o intervalo para reposicionar alianças e ajustar estratégias eleitorais.
O cronograma estabelece que a janela seja aberta sete meses antes do pleito. Em 2026, o primeiro turno está marcado para o dia 4 de outubro.
QUEM PODE MUDAR
Neste ciclo, apenas deputados federais, estaduais e distritais estão autorizados a mudar de partido dentro da regra. Vereadores eleitos em 2024 ficam de fora, já que não estão no último ano de seus mandatos.
Para cargos majoritários — como presidente, governador e senador — não há exigência de justificativa formal para troca de sigla, o que amplia a liberdade de movimentação política nesses casos.
MOVIMENTAÇÕES NO PIAUÍ
No Piauí, o período já provoca uma série de articulações e mudanças entre lideranças políticas, especialmente após o fim das negociações envolvendo a chamada fusão cruzada entre partidos.
TROCAS CONFIRMADAS
Entre os nomes que já definiram novos rumos partidários, está o deputado estadual mais votado, Georgiano Neto, que deixou o MDB e retornará ao PSD, com planos de disputar uma vaga na Câmara Federal.
Outro que já oficializou mudança foi Ziza Carvalho, que também saiu do MDB e se filiou ao Partido Verde logo no primeiro dia da janela.
Ainda na Assembleia Legislativa, Simone Pereira acompanhou o movimento e deixou o MDB para ingressar no PSD, em meio à reconfiguração partidária.
Evaldo Gomes também alterou seu destino político: ele sai do Solidariedade e deve se filiar ao Partido dos Trabalhadores no dia 31 de março.
Já a deputada Gracinha Mão Santa deixará o Progressistas para ingressar no MDB, com filiação prevista para a segunda-feira, 23 de março.
Na Câmara Federal, o deputado Castro Neto anunciou que deixará o PSD e seguirá para o MDB, mirando a reeleição.
QUEM PODE TROCAR
Outros parlamentares ainda avaliam os próximos passos. Dogim Félix, atualmente no Progressistas, é apontado como nome praticamente certo no MDB. O mesmo destino é cogitado para o pastor Gessivaldo Isaías, hoje filiado ao Republicanos.
Já o deputado estadual Franzé Silva, do PT, também está no radar das mudanças. Entre as possibilidades estão Republicanos, MDB e PSD, com tendência de reforço à chapa do Republicanos.