- Senador Flávio Bolsonaro defendeu Bolsa Família em evento.
- Ministro Wellington Dias criticou posição de Flávio Bolsonaro sobre o programa.
- Flávio Bolsonaro também apoiou isenção do Imposto de Renda para contribuintes com rendimentos até R$ 5 mil mensais.
- Senador classificou relacionamento entre governo Jair Bolsonaro e imprensa como "equívoco" e defendeu mudanças em futuras gestões.
As declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em defesa do Bolsa Família provocaram reação imediata do ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias (PT), responsável pela pasta que coordena o principal programa de transferência de renda do país.
Ao comentar o posicionamento do parlamentar, que é apontado como pré-candidato à Presidência da República, o ministro associou a fala ao momento político vivido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
"O presidente Lula está subindo tanto nas pesquisas que até a oposição, que condenava todas as políticas sociais, agora está defendendo", cravou.
MUDANÇA DE TOM
Durante participação no fórum Rumos do Brasil, promovido pela revista Veja, em São Paulo, Flávio Bolsonaro classificou o Bolsa Família como uma política consolidada e essencial para a população de baixa renda. Segundo ele, o benefício representa uma garantia para famílias que enfrentaram situações de vulnerabilidade social.
O senador também manifestou apoio à proposta de isenção do Imposto de Renda para contribuintes com rendimentos de até R$ 5 mil mensais, tema que vem ganhando espaço no debate eleitoral.
AUTOCRÍTICA
Além das pautas econômicas e sociais, Flávio Bolsonaro fez uma avaliação crítica sobre a relação do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro com os veículos de comunicação. O parlamentar afirmou que houve equívocos na condução desse relacionamento e defendeu mudanças de postura em futuras gestões.
"Para mim, a imprensa exerce um papel fundamental. No que depender de mim, vai ter sempre liberdade de imprensa, liberdade de expressão, independente de matérias injustas contra mim, ainda que eu as ache injustas. E foi um dos problemas que eu identifico no governo do presidente Bolsonaro, o relacionamento com a imprensa, o preconceito, muitas vezes, de quem estava gerindo o orçamento para a publicidade, com relação a alguns veículos de comunicação. Isso tem que ser mudado radicalmente. É um aprendizado de uma coisa que eu acho que foi feita errada, a gente não precisa repetir o erro", afirmou no fórum Rumos do Brasil, promovido pela revista Veja.