- Ex-governador Hugo Napoleão defende alternativa à disputa presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro.
- Considera prejudicial para o país a polarização eleitoral em apenas dois candidatos.
- Aponta Tarcísio de Freitas como ideal para representar uma terceira via, mas acredita que ele não disputará a Presidência.
- Elogia Ronaldo Caiado por sua capacidade administrativa, mas critica seu perfil ideológico mais conservador.
- Aguarda convenções do PSD para se manifestar sobre a candidatura do partido.
O ex-governador do Piauí e ex-senador Hugo Napoleão (PSD) voltou a defender o surgimento de uma alternativa à disputa presidencial polarizada entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, o político afirmou que considera prejudicial para o país a concentração da corrida eleitoral em apenas dois polos, embora reconheça que o calendário dificulta o aparecimento de uma candidatura competitiva.
Defesa de uma terceira via
Durante a entrevista, Hugo Napoleão afirmou que não se identifica com o cenário político marcado pela disputa entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro. Na avaliação dele, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), seria o nome mais adequado para representar uma alternativa nacional, apesar de considerar improvável sua entrada na disputa presidencial neste momento.
“Não sou da dicotomia entre Lula e Flávio Bolsonaro. O melhor para mim de todos, por ser um homem extremamente correto, é o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que é candidato à reeleição em São Paulo. Esse seria um nome ímpar, mas infelizmente não disputará a Presidência da República agora”, ponderou.
Elogios a Ronaldo Caiado
Apesar de apontar Tarcísio como sua preferência pessoal para uma eventual terceira via, o ex-governador também fez elogios ao pré-candidato do próprio partido, Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás.
Napoleão destacou a capacidade administrativa de Caiado, mas avaliou que o correligionário possui um perfil ideológico mais conservador do que considera ideal para o momento político.