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Câmara de Teresina avalia passe livre para mulheres vítimas de violência doméstica

Na justificativa, James Guerra cita experiências já implantadas em outros municípios brasileiros. Um dos exemplos mencionados é a cidade de São Luís, no Maranhão, que aprovou legislação semelhante em 2018.

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  • A Câmara Municipal de Teresina analisa projeto de lei para gratuidade no transporte coletivo urbano para mulheres vítimas de violência doméstica.
  • O vereador Delegado James Guerra apresentou a proposta, que sugere que a Prefeitura encaminhe um projeto oficial regulamentando o benefício.
  • A medida visa facilitar o deslocamento de mulheres em situação de violência para órgãos de acolhimento e serviços da Justiça.
  • O projeto prevê que a gratuidade seja concedida de forma temporária, durante o período de risco enfrentado pela vítima.
Proposta foi apresentada pelo vereador do Avante, James Guerra. | ALEPI

A Câmara Municipal de Teresina analisa um indicativo de projeto de lei que propõe a criação de uma política de gratuidade temporária no transporte coletivo urbano para mulheres vítimas de violência doméstica e familiar na capital.

A proposta foi apresentada pelo vereador Delegado James Guerra e sugere que a Prefeitura encaminhe um projeto oficial regulamentando o benefício, já que a matéria envolve impacto financeiro e competência exclusiva do Poder Executivo.

ACESSO À REDE DE PROTEÇÃO

Segundo o parlamentar, a medida pretende facilitar o deslocamento de mulheres em situação de violência para órgãos de acolhimento, atendimento médico, assistência social e serviços da Justiça.

Na justificativa do projeto, o vereador argumenta que muitas vítimas enfrentam dificuldades financeiras para romper o ciclo de violência e buscar proteção.

“A proposta busca assegurar condições mínimas de deslocamento para acesso aos serviços da rede de proteção, saúde, assistência social e justiça, contribuindo para a efetividade das medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha.”

O texto prevê que a gratuidade seja concedida de forma temporária, durante o período de risco enfrentado pela vítima.

CRITÉRIOS

De acordo com a proposta, o benefício dependerá da comprovação da situação de violência doméstica. Entre os documentos previstos estão boletim de ocorrência e medida protetiva de urgência.

O indicativo também abre possibilidade para outros meios de comprovação, como declarações emitidas por órgãos da rede de proteção à mulher.

Além disso, o projeto estabelece que o Executivo poderá criar um cadastro municipal atualizado das beneficiárias da política pública.

AUTONOMIA E SEGURANÇA

Entre os objetivos listados no texto estão a promoção da autonomia feminina, o fortalecimento das medidas protetivas e a criação de mecanismos que auxiliem no afastamento da vítima do agressor.

“Em muitos casos, a ausência de recursos financeiros para transporte constitui obstáculo ao afastamento da vítima do agressor e ao acesso aos órgãos públicos responsáveis pelo acolhimento e proteção.”

O vereador também defende que a iniciativa pode ampliar a efetividade da rede de enfrentamento à violência doméstica em Teresina.

IMPACTO FINANCEIRO

O projeto destaca que a implementação da política deverá respeitar a disponibilidade orçamentária do município, além das regras da Lei de Responsabilidade Fiscal e do equilíbrio econômico-financeiro dos contratos do transporte coletivo.

A proposta prevê ainda que o Poder Executivo regulamente critérios como duração do benefício, forma de concessão e atualização periódica dos dados das beneficiárias.

EXPERIÊNCIAS EM OUTRAS CIDADES

Na justificativa, o vereador cita experiências já implantadas em outros municípios brasileiros. Um dos exemplos mencionados é a cidade de São Luís, no Maranhão, que aprovou legislação semelhante em 2018.

Caso avance na Câmara e seja acolhida pelo Executivo, a proposta poderá integrar a política municipal de proteção às mulheres vítimas de violência doméstica em Teresina.

*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
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