- Câmara Municipal de Pio IX rejeitou projetos da LDO e PPA na noite de segunda-feira.
- Vereador Carlito Pedro criticou remanejamento de até 50% do orçamento municipal.
- Acusou colegas de possíveis vantagens obtidas com o prefeito Silas Noronha.
- Prefeito nega envolvimento em esquema de exploração sexual de menores.
- Caso segue em tramitação sem condenação judicial até o momento.
A Câmara Municipal de Pio IX rejeitou, na noite de segunda-feira (20), os projetos da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e do Plano Plurianual (PPA) encaminhados pela gestão do prefeito Silas Noronha. Durante a discussão das matérias, o vereador de oposição Carlito Pedro justificou o voto contrário e fez duras críticas à proposta, além de levantar suspeitas sobre a atuação de colegas parlamentares.
Oposição critica remanejamento de recursos
Segundo Carlito Pedro, os projetos autorizavam o Executivo a remanejar até 50% do orçamento municipal, estimado em cerca de R$ 97 milhões, sem a necessidade de autorização da Câmara Municipal.
Para o vereador, a medida comprometeria a função fiscalizadora do Legislativo sobre a aplicação dos recursos públicos.
"O prefeito vai pegar 50% de quase R$ 97 milhões e vai investir no nosso município sem que esta Casa Legislativa possa fiscalizar", afirmou.
Insinuação contra parlamentares
Durante o pronunciamento, Carlito também disse desconfiar da mudança de posicionamento de alguns vereadores em relação à gestão de Silas Noronha. Sem apresentar provas, o parlamentar sugeriu que colegas estariam recebendo vantagens do prefeito.
"Talvez seja por isso que a cidade está cheia, que ele banca e desbanca meio mundo de vereadores. Eu não duvido, porque tem vereadores que aqui uma hora elogiam o prefeito e tem horas que dizem que ele, além de criminoso, é safado", declarou.
Prefeito nega acusações
Silas Noronha foi indiciado pela Polícia Civil por suspeita de integrar um esquema de exploração sexual de menores. O prefeito nega veementemente as acusações e afirma que provará sua inocência no decorrer do processo. O caso segue em tramitação e não há condenação judicial.