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Grupo liderado por Junior Percy requer cassação dos direitos políticos de Jaqueline Brito em Buriti dos Lopes

Júnior Percy é pré-candidato a deputado estadual pelo Progressistas neste ano

Líder política Jaqueline Brito |

DISPUTA POLÍTICA Um pedido de cassação dos direitos políticos da ex-candidata à Prefeitura de Buriti dos Lopes, Jaqueline Gonçalves Carvalho de Brito, conhecida como “Borboleta”, foi protocolado por integrantes do Partido Progressistas (PP) e começa a ganhar atenção no cenário político local.

O QUE ACONTECEU:

A ação tem como base uma suposta irregularidade durante o período eleitoral de 2024. De acordo com os autores, a ex-candidata teria demonstrado anuência a um conteúdo publicado nas redes sociais ao interagir com a postagem por meio de uma “curtida” no Facebook, o que, segundo a acusação, poderia configurar uso indevido dos meios de comunicação.

Jaqueline Brito disputou as eleições municipais de 2024 contra Laura Rosa Portela, alinhada ao grupo político liderado por Junior Percy, obtendo 6.028 votos, o equivalente a quase 43% dos votos válidos. 

Mesmo não sendo eleita, a votação expressiva consolidou seu nome como uma das principais lideranças políticas do município.

Após o pleito, o grupo político vencedor, com lideranças como Laura Rosa, ingressou com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), com o objetivo de apurar possíveis irregularidades e, ao final, buscar a cassação dos direitos políticos da ex-candidata, o que a impediria de disputar futuras eleições.

A AIJE já foi julgada improcedente em primeira instância, na 33ª Zona Eleitoral, pelo juiz Anderson Brito da Mata, que entendeu que não há provas robustas que comprovem a prática de irregularidades ou a gravidade necessária para a cassação dos direitos políticos da ex-candidata.

*Defesa nega irregularidades*

A defesa de Jaqueline Brito contesta as acusações e afirma que não houve prévio conhecimento ou consentimento com qualquer conteúdo irregular. Segundo os advogados, uma simples interação em rede social não configura apoio direto nem participação em eventual prática ilícita.

Além disso, a defesa argumenta que não há provas de estrutura organizada para disseminação de conteúdo irregular e que o resultado das urnas, com a vitória da candidata adversária, demonstra que não houve desequilíbrio no processo eleitoral.

*Caso ainda será analisado pela Justiça Eleitoral*

O caso segue em tramitação e deverá ser analisado pela Justiça Eleitoral, que irá avaliar se há elementos suficientes para caracterizar abuso de poder ou uso indevido dos meios de comunicação, conforme prevê a legislação eleitoral.

A possível decisão poderá impactar diretamente o futuro político de Jaqueline Brito, que possui uma trajetória consolidada no município, com 16 anos de atuação como vereadora e quatro anos à frente da presidência da Câmara Municipal, além de histórico de contas aprovadas pelos órgãos de controle.

O andamento do processo deve continuar sendo acompanhado de perto por lideranças políticas e pela população de Buriti dos Lopes, diante dos possíveis desdobramentos no cenário eleitoral local.

A líder política Jaqueline Brito 

*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
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