- Trump acusa China de interferir nas eleições de 2020, mas sem evidências concretas.
- China rejeita acusações, afirmando que não intervém em assuntos internos dos EUA.
- Porta-voz chinês pede que EUA pare com difamações e evitem usar China como tema eleitoral.
- Trump discursa na Casa Branca, reafirmando acusações contra a China e questionando sistema eleitoral.
- Agências de inteligência dos EUA não encontraram evidências para sustentar as alegações de Trump.
Após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusar a China de interferir nas eleições em 2020, Pequim rebateu as críticas nesta sexta-feira (17) afirmando que não têm interesse em intervir no processo eleitoral do país.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, afirmou em coletiva que as acusações dos Estados Unidos teriam a finalidade de difamar o país asiático.
As alegações dos EUA não têm fundamento factual e visam difamar a China. A China adere ao princípio da não intervenção nos assuntos internos de outros países, não temos interesse em interferir nas eleições americanas e nunca o fizemos", afirmou.
O representante chines também pediu que o país norte-americano deixe de usar a China como tema central do debate político:
Instamos os EUA a refletirem sobre suas próprias ações, a cessarem a difamação contra a China, a pararem de fazer da China um tema central em suas próprias eleições e a adotarem medidas que favoreçam as relações sino-americanas", disse.
DISCURSO DE TRUMP
Trump discursou por cerca de 30 minutos nesta quinta-feira (30) na Casa Branca, momentos em que ele retomou as acusações contra a China.
Agências de Inteligência dos EUA nunca encontraram evidências que sustentem tal alegação. O presidente também citou documentos desclassificados para defender que o sistema eleitoral americano não é confiável.