O Ministério Público Federal (MPF) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma nova denúncia contra os policiais Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, Giniton Lages e Marco Antonio de Barros Pinto no âmbito das investigações sobre o assassinato da vereadora do Rio Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em março de 2018, além da tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves.
Os três são acusados pelos crimes de associação criminosa e obstrução de Justiça. Esta é a segunda denúncia apresentada no caso pelo vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand.
A acusação tem como base o Inquérito nº 4.954, em tramitação no STF, que determinou o desmembramento das apurações para aprofundar a investigação sobre a atuação de um suposto grupo voltado a interferir nas investigações.
Controle das investigações
Segundo o MPF, Rivaldo, Giniton e Marco Antonio, juntamente com outros policiais civis e pessoas não identificadas, teriam integrado uma organização criminosa no estado do Rio de Janeiro com o objetivo de assegurar a impunidade de homicídios cometidos por grupos criminosos, por meio da obstrução das apurações.
A denúncia sustenta ainda que o grupo exercia controle direto ou indireto sobre investigações envolvendo crimes atribuídos a milicianos ou contraventores, especialmente em disputas por domínio territorial e pela exploração de atividades ilícitas, como jogos ilegais.