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Cão Orelha: Delegado diz que Santa Catarina sofre críticas por ser “um estado de direita”

Sem apresentar provas, ele atribuiu os ataques a grupos identificados com a esquerda.

Cão Orelha foi torturado e morto em Santa Catarina. | Foto: Reprodução
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O delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, se manifestou nas redes sociais após a corporação ser alvo de questionamentos pela condução das investigações sobre a morte do cão Orelha. Sem apresentar provas, ele atribuiu os ataques a grupos identificados com a esquerda e afirmou que as críticas estariam relacionadas ao perfil político do estado, classificado por ele como conservador.

PUBLICAÇÃO NAS REDES

Na postagem, o delegado compartilhou a imagem de uma mensagem que afirmou ter recebido com teor ofensivo. O conteúdo dizia: “Você não vai resolver. O POVO vai. Bolsonarista acéfalo do krl”. Em resposta, Ulisses declarou que a Polícia Civil atua de maneira técnica, isenta e sem interferências políticas na apuração do caso.

ATUAÇÃO DAS INSTITUIÇÕES

Ainda no mesmo texto, o delegado reforçou o posicionamento das instituições de segurança e Justiça em Santa Catarina. Segundo ele, “a polícia, o Ministério Público e a Justiça não passam a mão na cabeça de bandido, seja ele mirim ou sênior”. Três adolescentes são investigados por envolvimento nas agressões que resultaram na morte do animal.

CRÍTICAS E DEFESA DE LEIS MAIS DURAS

Ulisses também direcionou críticas à esquerda e defendeu mudanças na legislação penal. Em tom político, escreveu: “Ao invés de nos atacar, cobrem de seus deputados a redução da maioridade penal, a melhoria das polícias e o recrudescimento das leis penais”. Em outro momento, exaltou indicadores do estado ao afirmar que Santa Catarina seria “o estado mais seguro, o que mais cresce, com o menor índice de desemprego do mundo e o que menos tem beneficiados do Bolsa Família”.

QUESTIONAMENTOS SOBRE IMPARCIALIDADE

As declarações ocorreram em meio a discussões nas redes sociais sobre a neutralidade da investigação. Em episódio anterior, o delegado precisou se pronunciar após a divulgação de uma fotografia em que aparece ao lado de um advogado que atua na defesa de dois dos adolescentes investigados, levantando suspeitas de proximidade entre eles.

NEGATIVA DE VÍNCULO PESSOAL

Em vídeo publicado posteriormente, Ulisses Gabriel negou qualquer relação pessoal com o advogado. “Não tenho relação de amizade, nem de amizade íntima com o referido advogado. Ele foi delegado de polícia e se aposentou em 2023. A última vez que esteve comigo na Delegacia-Geral foi há mais de três anos”, afirmou.


CASO ORELHA

O cão Orelha morreu no início de janeiro após sofrer agressões violentas na região da cabeça. De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina, a gravidade dos ferimentos levou à necessidade de eutanásia durante o atendimento veterinário, já que não havia possibilidade de reversão do quadro clínico.

A Polícia Civil informou que tomou conhecimento do caso no dia 16 de janeiro. Três adolescentes seguem sob investigação por suspeita de agressão com intenção de provocar a morte do animal. Inicialmente, quatro jovens eram apurados, mas um deles conseguiu comprovar que não participou do episódio e foi retirado da investigação.

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