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Câmara ocultou autores de R$ 1,3 bilhão em emendas, aponta relatório

Relatório revela que Câmara ocultou autores de emendas e alerta sobre transparência do dinheiro público

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  • Câmara dos Deputados registra emendas parlamentares de 2025 sem identificar os deputados que indicaram os recursos.
  • Emendas de comissão cresceram de R$ 136 milhões para R$ 9,3 bilhões em três anos, tornando-se principal canal de distribuição de verbas.
  • Órgãos federais divulgam apenas empresas contratadas, sem revelar beneficiários finais, dificultando fiscalização.
  • Relatório recomenda fim das emendas de liderança e criação de sistema para rastrear recursos desde a indicação até o destinatário.
  • Câmara trabalha com Executivo para aperfeiçoar mecanismos de transparência e integração dos sistemas de acompanhamento das emendas.
Câmara dos Deputados | Foto: Divulgação
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Quem decidiu o destino de R$ 1,3 bilhão em recursos públicos? Essa é a pergunta que um novo relatório coloca sobre a mesa ao apontar que a Câmara dos Deputados registrou parte das emendas parlamentares de 2025 apenas em nome de “lideranças”, sem identificar os deputados que efetivamente indicaram o dinheiro.

Na prática, a ausência dos nomes dificulta o rastreamento dos recursos e enfraquece um dos principais pilares da administração pública: a transparência. O estudo alerta que o modelo impede que a sociedade saiba quem direcionou verbas milionárias e para quais interesses políticos elas foram destinadas. 

O documento também destaca que as chamadas emendas de comissão cresceram de forma acelerada após o fim do orçamento secreto. Em apenas três anos, passaram de R$ 136 milhões para R$ 9,3 bilhões, tornando-se um dos principais canais de distribuição de recursos federais.

Outro ponto considerado crítico é a execução de parte dessas verbas por órgãos federais, como a Codevasf e o Dnocs. Em alguns casos, os sistemas públicos informam apenas a empresa contratada, sem revelar claramente quem é o beneficiário final da obra ou do equipamento adquirido, reduzindo ainda mais a capacidade de fiscalização. 

Diante das falhas, o relatório recomenda o fim das chamadas “emendas de liderança” e a criação de um sistema que permita acompanhar todo o caminho do dinheiro, desde o parlamentar que fez a indicação até o destinatário final dos recursos. Enquanto isso não ocorrer, conclui o estudo, bilhões de reais continuarão circulando com rastreabilidade incompleta e longe do escrutínio da sociedade. A Câmara informou que trabalha, em conjunto com o Executivo, para aperfeiçoar os mecanismos de transparência e integração dos sistemas de acompanhamento das emendas.

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