- Brasil investiga envolvimento da Argentina e EUA na fuga de Flávio Bolsonaro após decisão do STF.
- Senador está em território norte-americano e publicou carta rejeitando resultado eleitoral.
- Governo brasileiro analisa rota usada por Flávio e local de passagem pela fronteira com a Argentina.
- Flávio pode exercer mandato fora do Brasil, mas participação remota depende de regras específicas.
- Presidente dos EUA afirma não se envolver na questão, apesar de ter permitido permanência do senador.
O governo brasileiro busca entender até que ponto a Argentina e o Estados Unidos tiveram participação na fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil após determinação do STF para que o ex-candidato à presidência entregasse seus passaportes.
Flávio está neste momento em território norte-americano. Na noite de quarta-feira (28), o filho de Jair Bolsonaro publicou uma carta se autodeclarando o “verdadeiro presidente do país” e rejeitando o resultado da eleição disputada no domingo (25).
Após a repercussão da fuga do senador, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que não pretende se envolver no tema apesar de ter viabilizado de forma legal a permanência de Flávio no país. Pouco tempo depois da publicação da carta, o parlamentar apagou a versão original e publicou um novo texto, no qual passou a se apresentar como “líder do Brasil”.
O QUE ANALISA O BRASIL?
O governo brasileiro ainda precisa apurar algumas lacunas em aberto
A rota utilizada por Flávio para sair do país;
Onde o senador esteve entre a madrugada de segunda para terça-feira (27) e a noite de terça, quando teria atravessado a fronteira com a Argentina;
Confirmar se ele cruzou a fronteira às 22h50 de terça-feira, pela Ponte Internacional Tancredo Neves, entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú
Avaliar quem pode ter ajudado Flávio na fuga, tanto na Argentina quanto nos EUA
FLÁVIO BOLSONARO PODE EXERCER O MANDATO FORA DO BRASIL?
O Regimento Interno do Senado determina que o parlamentar comunique ao presidente da Casa quando se ausentar do país, informando também o prazo previsto para a ausência. Assim, estar no exterior não significa renunciar ao mandato nem perder automaticamente a cadeira no Senado.
A possibilidade de participação remota em atividades parlamentares depende das regras aplicáveis a cada sessão ou reunião. O fato de estar fora do Brasil, por si só, não garante ao senador o direito de participar de todas as votações a distância.