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Brasil adia uso da lei de reciprocidade contra EUA após tarifaço de 25%

Medida será usada no momento adequado, segundo o presidente Lula.

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  • Governo Lula reforça posição contra tarifaço dos EUA, mas adia uso da lei de reciprocidade.
  • Indústria brasileira defende diálogo para evitar escalada na disputa comercial com os EUA.
  • USTR alerta que aumento de tarifas brasileiras pode indicar insuficiência das medidas norte-americanas.
  • Chanceler classifica críticas ao Pix como "descabidas", enquanto presidente da Câmara defende aplicação da lei.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Reprodução/Diário 360
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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reforçou o discurso contra o novo tarifaço imposto pelos estados Unidos, mas o uso da lei de reciprocidade foi adiado. De acordo com o presidente, a medida será usada no "momento adequado".

Representantes da industria defendem o diálogo, afim de evita eventuais escaladas na disputa comercial. Inicialmente o governo declarou que usaria de lei de reciprocidade contra os EUA. 

"O Brasil iniciará imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, e retomará o tema no âmbito do mecanismo de solução de controvérsias da OMC", disse a Presidência em nota na madrugada de quinta-feira (16), logo após o anúncio dos EUA.

Aliados do presidente temeriam, neste momento, que uma resposta imediata leve o líder dos Estados Unidos, Donaldd Trump, a aumentar as sanções contra o Brasil. A possibilidade é confirmada por um trecho da decisão do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), que destaca que uma eventual elevação de tarifas sobre produtos americanos pelo Brasil pode indicar que as medidas adotadas pelos EUA "não são suficientes" para eliminar as práticas brasileiras consideradas problemáticas, abrindo espaço para novas sanções.

A aplicação da lei de reciprocidade foi defendida pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos - PB). O chanceler, Mauro Vieira, Ministro de Relações Exteriores do Brasil, classificou as críticas americanas ao Pix como "descabidas".

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