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Atos de 8 de janeiro: Alexandre de Moraes libera semiaberto para Débora do Batom

'Débora do Batom' foi condenada a 14 anos de prisão pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. Ela está em prisão domiciliar, mas com a decisão fica mais próxima do fim da pena.

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  • Ministro Alexandre de Moraes autorizou progressão de Débora Rodrigues dos Santos para regime semiaberto, mantendo prisão domiciliar.
  • Decisão considerou 212 dias de remição obtidos por trabalho, leitura e estudos, reduzindo tempo restante da pena.
  • Débora foi condenada a 14 anos por participação nos atos de 8 de Janeiro de 2023, envolvendo crimes contra a democracia.
  • Apelido “Débora do Batom” surgiu após pichar estátua da Justiça com batom, durante manifestações de 2023.
  • PGR reconheceu direito à progressão, afirmando que ela já cumpria os requisitos legais para a mudança.
Débora Rodrigues dos Santos é ré no STF por crimes como associação criminosa armada e golpe de Estado | Foto: Reprodução
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (6) a progressão de regime de Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como “Débora do Batom”, para o semiaberto. Débora está em prisão domiciliar desde março de 2025. Na decisão, Moraes determinou que ela continue cumprindo a pena em casa, por considerar essa modalidade mais benéfica do que o regime semiaberto.

A progressão reduz o tempo restante de cumprimento da pena e antecipa o encerramento da execução penal.

PGR reconheceu direito à progressão

A decisão atendeu a uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que afirmou que Débora já cumpria os requisitos legais para a progressão.

“Em virtude da presença dos requisitos legais, defiro a progressão para o regime semiaberto à sentenciada Débora Rodrigues dos Santos, mantendo sua atual prisão domiciliar, por ser a forma de cumprimento de pena mais benéfica do que o regime semiaberto ora concedido”, escreveu Moraes.

Trabalho e estudos reduziram pena

A decisão considera 212 dias de remição da pena obtidos por Débora por meio de trabalho, leitura e estudos.

Segundo Moraes:

  • Trabalho: Débora trabalhou durante 326 dias na penitenciária, o que resultou em 108 dias de remição;
  • Leitura: a leitura de uma obra, seguida de avaliação e aprovação pela comissão responsável, garantiu 4 dias de remição;
  • Estudos: a aprovação no Enem de 2023 resultou em 100 dias de redução da pena.

Débora foi condenada a 14 anos de prisão

Débora foi condenada pelo STF a 14 anos de prisão por sua participação nos atos de 8 de Janeiro de 2023.

A condenação incluiu os seguintes crimes:

  • Abolição violenta do Estado Democrático de Direito: 4 anos e 6 meses de prisão;
  • Golpe de Estado: 5 anos;
  • Dano qualificado: 1 ano e 6 meses;
  • Deterioração de patrimônio tombado: 1 ano e 6 meses;
  • Associação criminosa armada: 1 ano e 6 meses.

A pena aplicada por abolição violenta do Estado Democrático de Direito varia de 4 a 8 anos. Para golpe de Estado, a previsão legal é de 4 a 12 anos. Já o dano qualificado prevê pena de 6 meses a 3 anos, enquanto deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa armada têm penas previstas de 1 a 3 anos.

Débora ficou conhecida após pichar a frase “perdeu, mané” na estátua “A Justiça”, localizada em frente à sede do STF, durante os atos de 8 de Janeiro. A inscrição foi feita com batom vermelho, fato que deu origem ao apelido pelo qual ela passou a ser conhecida.

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