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Arma apreendida com militar: polícia diz que Bolsonaro não cometeu crime

Corporação indiciou Estácio Leite da Silva Filho por porte ilegal de arma; militar foi parado em blitz com glock do ex-presidente em seu carro.

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  • PCDF afirma que Bolsonaro não cometeu crime por possuir registro válido de arma de fogo.
  • Militar do Exército foi indiciado por porte ilegal de arma em nome do ex-presidente.
  • Arma estava registrada em nome de Bolsonaro e estava em veículo durante abordagem.
  • Policia Civil destaca que não houve restrições ao registro da arma em residência do ex-presidente.
  • Situação do militar segue sob análise com defesa ainda não se manifestando publicamente.
Jair Bolsonaro | Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) avaliou que o ex-presidente Jair Bolsonaro não cometeu crime por possuir registro válido de uma arma de fogo Glock 9mm. A manifestação foi feita nesta quarta-feira (1º) em um documento que também resultou no indiciamento de um militar do Exército.

O indiciado é Estácio Leite da Silva Filho, integrante do Exército Brasileiro e responsável pela segurança de Bolsonaro. Ele foi parado em uma blitz na noite de 15 de junho, quando estava com a arma registrada em nome do ex-presidente dentro do veículo.

Segundo a Polícia Civil, o militar não possuía autorização do proprietário para transportar a arma e estava em desacordo com as exigências legais, o que configura porte ilegal de arma de fogo.

Polícia não vê crime em conduta de Bolsonaro

Em relação a Jair Bolsonaro, a corporação concluiu que não houve conduta criminosa. De acordo com o relatório, o ex-presidente possuía registro válido da arma e não havia restrições que impedissem a posse regular do armamento em sua residência.

A polícia também destacou que, durante cumprimento de mandados de busca e apreensão, a arma não foi recolhida nem houve restrição ao seu registro.

Entendimento da Polícia Civil

No documento, a PCDF afirma não ter identificado elementos que indiquem materialidade ou intenção criminosa por parte de Bolsonaro no caso de suposto porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.

Bolsonaro possuía o registro válido da arma de fogo, não havendo restrições conhecidas para que tivesse a arma regularmente registrada em sua residência. É fato notório que foram cumpridos mandados de busca e apreensão em sua residência e arma de fogo não foi recolhida ou mesmo foi lançada restrição em seu registro. Portanto, não vislumbro materialidade e conduta dolosa de eventual crime de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, diz a Polícia Civil. Situação do militar segue sob análise

Estácio Leite da Silva Filho foi formalmente indiciado por porte ilegal de arma de fogo, com agravante por ser integrante das Forças Armadas. A defesa do militar ainda não se manifestou publicamente sobre o caso até a última atualização da investigação.

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