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Ao lado de Nobel da Paz, W. Dias apresenta na ONU estratégia de inclusão produtiva

Em Nova York, ministro participou de plenária com Muhammad Yunus e destaca Acredita no Primeiro Passo como modelo que une proteção social, qualificação, emprego, empreendedorismo e microcrédito

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  • Ministro Wellington Dias participa em Nova York de plenária da ONU sobre negócios sociais e tecnologia.
  • Dias apresenta programa Acredita no Primeiro Passo como experiência brasileira de proteção social e autonomia.
  • Programa combina qualificação, emprego, empreendedorismo e microcrédito para famílias do Cadastro Único.
  • Ministro destaca importância de integrar crédito a políticas públicas para combater pobreza e fome.
  • Brasil lança Aliança Global contra a Fome e Pobreza como plataforma para políticas eficazes e escaláveis.
Ao lado de Nobel da Paz, W. Dias apresenta na ONU estratégia de inclusão produtiva | Foto: Divulgação/MDS
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O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, participou nesta segunda-feira (21), em Nova York, de plenária de alto nível da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas sobre Negócios Sociais, Juventude e Tecnologia. O encontro teve entre seus participantes o economista Muhammad Yunus, vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 2006 e referência mundial na criação e disseminação do microcrédito.

Na ONU, Wellington Dias apresentou o programa Acredita no Primeiro Passo como uma das experiências brasileiras para aproximar proteção social e autonomia econômica. Voltado às pessoas inscritas no Cadastro Único, o programa reúne qualificação profissional, acesso ao emprego, apoio ao empreendedorismo e microcrédito produtivo orientado.

A proteção social é fundamental para garantir segurança às famílias, mas precisamos também abrir caminhos para a autonomia. Com o Acredita no Primeiro Passo, estamos conectando qualificação, emprego, empreendedorismo e crédito para que as pessoas tenham condições de transformar oportunidades em renda e melhoria de vida, afirma o ministro.

Foto: Divulgação/MDS

A participação brasileira ocorre no ano em que se celebram 50 anos da experiência que deu origem ao microcrédito moderno, modelo difundido mundialmente a partir do trabalho de Yunus. Fundador do Grameen Bank, em Bangladesh, o economista tornou-se conhecido por desenvolver mecanismos de pequenos empréstimos sem as garantias tradicionalmente exigidas pelo sistema financeiro, ampliando o acesso ao crédito para populações de baixa renda.

Para Wellington Dias, a experiência acumulada nas últimas décadas demonstrou que o crédito é uma ferramenta importante de inclusão, mas precisa estar associado a outras políticas. “Pessoas em situação de pobreza não podem ser vistas apenas como beneficiárias de políticas públicas. Elas são também empreendedoras, trabalhadoras, produtoras e agentes econômicos. O crédito abre portas, mas precisa estar acompanhado de qualificação, orientação, acesso a mercados, proteção social e tecnologia”, destaca.

Foto: Divulgação/MDS

O Acredita no Primeiro Passo foi estruturado a partir dessa integração. A iniciativa acrescenta uma dimensão de inclusão socioeconômica à política de assistência social, buscando criar oportunidades para que famílias do Cadastro Único avancem na geração de trabalho e renda. O programa também utiliza mecanismos de garantia para ampliar o acesso ao microcrédito por pessoas que normalmente encontram dificuldades para conseguir financiamento no sistema tradicional.

Na plenária, Wellington Dias defende ainda que políticas de inclusão produtiva e negócios sociais façam parte de uma nova agenda internacional de desenvolvimento, especialmente diante dos impactos das transformações tecnológicas sobre o mercado de trabalho.

Foto: Divulgação/MDS

O ministro destacou ainda a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, lançada por iniciativa brasileira no G20, como plataforma para ampliar internacionalmente políticas e soluções que já demonstraram resultados. Segundo Wellington Dias, a combinação de proteção social, inclusão produtiva, financiamento e cooperação internacional pode ajudar a construir respostas mais duradouras à pobreza.

O mundo não precisa começar do zero. Existem políticas e experiências que funcionam. Precisamos dar escala a essas soluções e conectar proteção social com autonomia econômica. A fome é uma escolha e acabar com ela também é uma escolha política, concluiu.

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